segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

O Desenvolvimento do Cânon do Antigo Testamento


A História da canonização da Bíblia é muito fascinante. A medida que Deus ia revelando sua palavra e o Espírito Santo movendo seus profetas, nenhum deles tinha em mente como seu ''capítulo'' iria se encaixar no plano global do Senhor. E cada um destes capítulos nos mostra o grande amor de Deus pela humanidade e o plano maravilhoso de redenção, que só poderia vir de Deus que fez e sustenta todo o universo.

Os três passos mais importantes no processo de canonização

Há três elementos básicos no processo de canonização: a inspiração de Deus, o reconhecimento pelo povo de Deus e a coleção de livros inspirados. A inspiração cabia ao próprio Deus, mas os dois passos seguintes, Deus os incumbiria ao seu povo.

Inspiração de Deus - Deus deu o primeiro passo na canonização da Bíblia, quando ele mesmo os inspirou. O povo de Deus não teria como reconhecer a inspiração de um livro, se Deus mesmo não tivesse dotado os 39 livros que compõem o Velho Testamento, de autoridade divina.

Reconhecimento por parte do povo de Deus - Quando Deus dotava algum livro de autoridade, seu povo o reconhecia. Este reconhecimento ocorria imediatamente pela comunidade para qual o livro foi destinado. Os escritos de Moisés foram reconhecidos em seus dias (Ex 24:3), como também de Josué (Js 24:26), os de Samuel (I Sm 10:25) e os de Jeremias (Dn 9:2). Este reconhecimento seria confirmado pelos crentes do Novo Testamento e também por Jesus

Coleção e Preservação pelo povo de Deus - O povo de Deus colecionava e guardava sua Palavra. Os escritos de Moisés foram colocados na arca (Dt 31:26). As palavras de Samuel foram colocadas num livro e o pôs perante o Senhor (I Samuel 10:25). A lei de Moisés foi preservada no templo nos dias de Josias (II Rs 23:24). Daniel tinha uma coleção da lei de Moisés e dos profetas (Dn 9:2; 6:13). Os crentes do Novo Testamento tinham toda escritura do Velho Testamento (II Tm 3:16), tanto a lei como os profetas (Mt 7:17)

A diferença entre os livros canônicos e outros escritos religiosos

Apesar da importância que alguns livros tinham, assim como: Livro dos justos (Js 10:13)e o Livro das Guerras do Senhor (Nm 21:14), nem todos os escritos eram considerados canônicos.

Os livros apócrifos, escritos após o período do Velho Testamento (c. 400 a.C), tinham seu valor religioso definido, porém jamais foram delimitadores da fé, doutrina e conduta cristãs, diferentemente dos escritos inspirados e dotados da autoridade divina, pois têm autoridade sobre os crentes.

Nenhum artigo de fé deve basear-se num livro não-canônico, não importando o valor religioso do mesmo.

A verdade transmitida pelo livros inspirados é que constitui o fundamento das verdades da fé.

A diferença entre canonização e categoria dos livros da Bíblia

Tem havido muita confusão quanto à data dos escritos sagrados e sua canonização. A quem defenda que a canonização foi modular. Ou seja, seguindo as datas das seções do Velho Testamento.

* Lei (c. 400 a.C)

* Profetas (c. 200 a.C)

* Escritos (c. 100 a.C)

Porém algumas seções, assim como os Escritos foram reagrupados diversas vezes desde que foram redigidos e foram aceitos antes mesmo dessas datas e reagrupamentos, como veremos em breve

A evidência da coleção progressiva dos livros proféticos

Desde o início, os escritos proféticos eram reunidos e guardados, tidos como inspirados e autorizados por Deus

* As leis de Moisés foram preservadas ao lado da arca da aliança (Dt 31:24-26) e posteriormente no templo (II Rs 22:8)

* Josué acrescentou suas palavras no livro da lei de Deus (Js 24:26)

* Samuel informou o povo sobre os deveres do rei e escreveu em um livro e o pôs diante do Senhor  ( I Sm 10:25)

* Ezequiel nos informa que havia um registro oficial de profetas e seus escritos no templo (Ez 13:9)

* Daniel refere-se aos livros que continham a ''Lei de Moisés'' e os ''Profetas'' (9:2,6,11)

Esta evidência de coleção progressiva dos escritos dos profetas se confirma pelo uso dos escritos dos profetas antigos feitos pelos profetas que viriam mais tarde

* Os livros de Moisés são citados por todo Velho Testamento Desde Josué (1:7) até Malaquias 94:4)

* Os livros de Reis citam a vida de Davi conforme narrada nos livros de Samuel

* Crônicas faz uma revisão da história de Israel desde Gênesis até Reis, incluindo o elo genealógico mencionado apenas em Rute (I Cr 2:12-13)

* Neemias 9 resume a história de Israel conforme registro de Gênesis a Esdras

* Há referências aos Provérbios de Salomão e ao Cântico dos cânticos em I Rs 4:32

* O profeta Jonas recita partes de muitos Salmos (Jn 2)

* Ezequiel menciona Jó e Daniel (Ez 14:14-20)

Nem todos os livros são citados em livros posteriores, porém há evidências suficientes para provarmos que existia uma coleção progressiva dos escritos considerados divinos e dotados de autoridade e inspiração.

A evidência da continuidade profética

Durante a coleção dos escritos proféticos, houve uma continuidade dos eventos e profecias narradas pelos seus autores. Os cinco primeiros livros da Bíblia foram escritos por Moisés. O próximo livro é o de Josué, porém vemos que o capítulo final de Deuteronômio narra a morte de Moisés. Por não ser um escrito profético, mas sim a narração de um fato da época, entendemos que não pode ter sido Moisés quem escreveu o final do livro de Deuteronômio. Provavelmente teria sido Josué, já que foi o sucessor de Moisés. E em seu livro o primeiro capítulo continua os eventos imediatos acontecidos após a morte de Moisés.(Js. 1:1).
Juízes retoma a narrativa de onde parou o livro de Josué. Porém este registro só se completou nos dias de Samuel, como podemos observar pela frase “Naqueles dias não havia rei em Israel” (Jz. 17:6;18:1;19:1;21:25). Depois disso a continuidade profética se estabeleceu com a criação de uma escola de profetas dirigida por Samuel(1 Sm. 19:20). Desta escola sairiam vários livros que cobririam a história do povo de Israel e Judá no período dos reis e profetas. Vejamos:
  • A história de Davi foi escrita por Samuel (1 Sm.), por Natã e por Gade (1 Cr. 29:29)
  • A história de Salomão foi escrita por Natã, Aías e Ido (2 Cr. 9:29)
  • Os atos de Roboão foram escritos por Semaías e Ido ( II Cr 12:15)
  • A história de Abias foi acrescentada pelo profeta Ido (2 Cr. 13:22)
  • A história do reinado de Josafá  foi registrada pelo profeta Jeú (2 Cr. 20:34)
  • A história do reinado de Ezequias foi registrada por Isaías (2 Cr. 32:32)
  • A história do reinando de Manassés foi registrada por profetas anônimos (2 Cr. 33:19)
  • Os demais reis também tiveram suas histórias registradas pelos profetas (2 Cr. 35:27)
Podemos perceber que os livros de Samuel, Reis e Crônicas não são idênticos aos livros mencionados acima. Nos parece que os livros do cânon do Velho Testamento são pequenos textos tirados de narrativas mais longas, como demonstra a frase “e os demais atos” do rei tal estão escritos no livro tal do profeta tal, isso demonstra claramente a sucessão profética iniciada por Samuel.
Notem que não houve menção a Jeremias, mesmo escrevendo antes e durante o exílio, ter escrito uma dessas histórias. Porém, Jeremias era um profeta, historiador e escritor, como claramente afirma em várias ocasiões: Jr. 30:2 – Jr. 36:1-2 – Jr. 45:1-2 – Jr. 51:60-63.
Podemos verificar que o último capítulo de 2 Reis corresponde aos capítulos 52, 39, 40 e 41.
Estes são indícios de que ele era responsável por ambos os livros. Mais tarde, no exílio, disse ter acesso aos livros de Moisés e dos profetas. Menciona não só Jeremias, mas também cita a predição do cativeiro no capítulo 25 (Dn. 9:2,6,11). Com base nisso é razoável supor que os resumos dos escritos proféticos tenha tomado a forma dos livros dos Reis. Desta forma, a continuidade profética a partir de Moisés, Josué e Samuel se completaria com as obras de Jeremias.
Durante o exílio, Daniel e Ezequiel continuaram o ministério profético. Ezequiel reconheceu um registro oficial de profetas nos arquivos do templo(Ez. 13:9). Ezequiel se referiu a Daniel como um “notável servo de Deus”(Ez. 14:14-20). Visto que Daniel possuía cópia dos livros de Moisés e dos profetas, dos quais o livro de Jeremias, podemos presumir razoavelmente que a comunidade judaica no exílio babilônico possuía os livros de Gênesis a Daniel.
Depois do exílio, Esdras volto da Babilônia levando consigo os livros de Moisés e dos profetas(Ed. 6:18 – Ne. 9:14,26-30). Nos livros de Crônicas sem dúvida ele registrou seu relato sacerdotal da história de Judá e do templo (Ne. 12:23). Crônicas está ligado a Esdras-Neemias pela repetição do último versículo de um, como o primeiro versículo do outro.
Com Neemias completa-se a cronologia profética. Cada profeta, desde Moisés até Neemias contribuiu para a crescente coleção de livros, que foi preservada pela comunidade dos profetas a partir de Samuel.
Até agora não existem evidências de que outros livros, houvessem alcançado canonização depois dessa época (c. 400 a.C.)
A evidência de que o cânon do Velho Testamento se concluiu com os profetas
Vimos que toda Escritura hebraica havia sido colecionada ao longo dos anos pelos profetas que Deus havia levantado.
Vimos também que houve continuidade nestes escritos. Cada novo profeta se apoiava na autoridade dos escritos do profeta anterior e juntava seus escritos aos escritos anteriores.
Na época de Neemias (c. 400 a.C.), os profetas já haviam produzido todo cânon hebraico, ou seja, os 24 livros que compõem a Bíblia hebraica.
O Novo Testamento cita praticamente todos os livros do cânon hebraico sem fazer menção a nenhum livro posterior a Malaquias.
Jesus parece colocar parâmetros no cânon do Velho Testamento, quando em Mt. 23:35 faz menção ao sangue de Abel, citando o livro de Gênesis, e mencionando o sangue de Zacarias(filho do sacerdote Joiada), citando o livro de 2 Crônicas (24:20-22), último livro do cânon hebraico.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

A Alma é Imortal ?

Corpo - Alma - Espírito

Na hora da morte, assim defende uma linha de pensamento, decompôe-se o corpo, mas permanece a alma imortal. Corpo e Alma são duas pessoas distintas, separadas no ser humano. A alma - invisível, imortal - moral no corpo - a parte visível, mortal. O corpo é como uma gaiola em que está preso um passarinho. Na hora da morte, a alma imortal se liberta da prisão e volta para as suas origens. Segundo outro modo de pensar, ela continua vagando pelo mundo - ''almas penadas'' - a espera de uma nova encarnação, até conseguir se purificar das contaminações do corpo e alcançar a eternidade.

Qual a concepção que a Bíblia nos apresenta em relação a essa tríade? Para a Bíblia, corpo e alma não são partes distintas que habitam uma na outra, mas são maneiras de descrever o ser humano todo; Corpo é o ser humano que faz algo consigo mesmo ou sofre uma ação. Corpo é o próprio ''eu'' (I Coríntios 7:4; 9:27; 13:3) que pode dominar-se a si próprio ou ser dominado por alguém outro. Portanto, nós não temos corpo, mas somos o corpo.

Da mesma forma, nós não temos alma, nós somos alma. Alma é a força da vida ou a própria vida (Salmos 6:4; 23:3; Mateus 6:25; 10:28; Romanos 11:3; II Coríntios 1:23). A alma é este mesmo eu que tenho força de vontade, que procura algo.

Portando, alma não é uma partezinha imortal no ser humano, mas, na hora da morte, morre a pessoa toda. Porém, essa não é a última palavra. Assim como Deus criou o ser humano do nada, ele cria nova vida na ressurreição. Como se pode ver, ambas as concepções defendem vida depois da morte. A diferença é que uma parte do pressuposto de algo imortal, não afetado pelo pecado em nós. A outra reconhece a radicalidade do pecado e anuncia a nova vida  a partir do agir salvador de Deus.

Fonte: www.internautascristaos.com

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

As Santas Escrituras - Bíblia Hebraica

                                      As Santas Escrituras - Kitvei Hakodesh


                                                           

                                                               

A Bíblia Hebraica é chamada de Tanakh (às vezes transliterado como Tanach em português), um acrônimo para Torah (ensino), Nevi'im (profetas) e Ketuvim (escritos).

Notas:

 * Alguns Judeus se referem a toda a Bíblia Hebraica (Kitvei Hakodesh) simplesmente como a Torah -- sem fazer a distinção das divisões acima.

* Embora o Antigo Testamento Cristão seja o resultado da canonização das escrituras judaicas, a ordem dos livros na Tanakh não é idêntica ao Antigo Testamento Cristão (embora o conteúdo seja o mesmo), e capítulos e versículos e referências nem sempre são idênticas entre o Antigo Testamento e o Tanakh.

* Alguns judeus se referem à Torá e Nakh - referindo-se ao Nevi'im e Ketuvim como separado da Torá escrita (ou seja: Nakh).

* Tradicionalmente, as leituras semanais da Torá (chamadas de parashiyot) de toda a Torá são concluídas durante um ano. Leituras de Nevi'im semanais são conhecidas como haftarah.

* A maioria dos judeus colocam a Lei Oral (Talmud) e a halachá (Decisões rabínicas)


 B'rit Hadashah


O Novo Testamento é chamado de B'rit Hadashah em Hebraico (בְּרִית חֲדָשָׁה), que significa ''Nova Aliança'' (a palavra B'rit significa ''aliança'' e Hadashah significa ''novo''). Como o Tanakh, ele pode ser dividido em três partes principais: Evangelhos / Atos (correspondente a Torah), Cartas (correspondendo aos Ketuvim), e Apocalipse (correspondendo aos Nevi'im).

Notas:

* Assim como se passaram 400 anos do silêncio antes de Adonai ter enviado Moisés para libertar Israel de sua escravidão do Faraó, assim houve 400 anos de silêncio antes de Adonai ter enviado ter enviado o Seu próprio Filho, Yeshua o Mesías, para libertar totalmente Israel de sua escravidão do pecado final e morte. O próprio Moisés predisse a vinda do Messias (veja Deuteronômio 18:18).

* Alguns crentes messiânicos pensam que a ordem dos livros B'rit Hadashah deve ser reformulado de modo que as ''epístolas hebraicas'' (ou seja, os oito cartas às comunidades messiânicas) apareçam antes das cartas paulinas. Por quê? Porque a mensagem da Boa Nova da Redenção é ''primeiramente ao judeu, e também ao grego'', como o próprio Paulo observa na carta aos Romanos (Rm 1:16; 2:10).

* O Novo Testamento foi escrito originalmente em (koiné) Grego, não é hebraico. Existem vários hebreus Novos Testamentos que foram traduzidos do grego. Este site baseia-se no Novo Testamento Hebraico (Sociedade Para Distribuição das Escrituras Hebraicas), 1886/1999 e O Novo Testamento em Hebraico (Sociedade Bíblica Trinitáriana), 1966/ 1998).

As 4 Paixões de um crente Cheio do Espírito Santo

As 4 Paixões de um crente Cheio do Espírito Santo
E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito (Efésios 5:18)


I. Paixão por uma Vida Santa
1. Quando vivemos em santidade, nos afastamos do inferno
1.1 No Inferno jamais existirá santidade
1.2 O Caminho da Santidade é contrário ao caminho do Inferno

2. Quando vivemos em santidade, estamos mais perto de Deus
2.1 Viver em Santidade atrai anjos
2.2 Viver em Santidade aproxima de Deus por atração

3. Quando vivemos em santidade, nos parecemos com Jesus
3.1 Ele é absolutamente Santo
3.2 Sua Santidade é repartida com Seus seguidores

4. Quando vivemos em Santide
4.1 O Anjo disse a Daniel: Daniel, homem mui desejado !
4.2 Estevão foi recebido por Cristo, de pé !

II. A PAIXÃO POR CONHECER A VONTADE DE DEUS
1. Pecadores não se interessam pela Vontade de Deus
1.1 Os pecadores não possuem a Revelação da Pessoa de Deus
1.2 O pecado dos pecadores os deixa ignorantes dessa vontade

2. O Espírito Santo e a Bíblia nos revelam a Vontade de Deus
2.1 A Bíblia é a perfeita revelação da plena Vontade de Deus
2.2 O Espírito Santo nos guia a fim de realizarmos essa vontade

3. A Vontade de Deus é claramente definido nas Escrituras
3.1 Ela é boa
3.2 Ela é agradável
3.3 Ela é perfeita

4. Vontade Geral, circunstancial, e individual
4.1 Vontade Geral: a salvação de toda criatura
4.2 Vontade circunstancial: Paulo sendo chamado para a Macedônia
4.3 A Chamada de Jonas para Pregar em Nínive

III. A PAIXÃO PELA EVANGELIZAÇÃO DO MUNDO
1. Deus enviou Seu Filho para morrer pelo Mundo
1.1 Deus não tem outro plano de Salvação para o Mundo
1.2 Cristo será sempre o Único Salvador dos homens

2. A Igreja Existe para Evangelizar o Mundo
2.1 Deus não tem outras pessoas para Evangelizar o mundo
2.2 Anjos, Governo, sociedades, ninguém pode realizar tal obra

3. Temos sido batizados com o Espírito Santo para isso
3.1 O Batismo nos dá poder para testificar
3.2 Tire proveito do seu batismo, evangelizando !

4. A Evangelização do mundo, último sinal p/ a Vinda de Cristo
4.1 Verifique cuidadosamente: os demais sinais estão cumpridos
4.2 Quanto tempo levaremos para alcançar todo o Mundo?

IV. A PAIXÃO PELA VOLTA DE JESUS
1. Este mundo está cada vez mais indigno de ser nossa morada
1.1 ''Dos quais o mundo não era digno'', Hb 11:38
1.2 O grande desejo de Cristo é que estejamos com Ele, Jo 14:2

2. Os sinais da volta de Cristo estão cada vez mais fortes
2.1 Examine o que está acontecendo em Israel
2.2 Faça uma pesquisa e veja a Internet como um sinal!

3. Deixe o ESPÍRITO por uma paixão por essa Volta Triunfal
3.1 O Espírito Santo habita dentro de cada um de nós
3.2 Ele reacende cada dia o fogo de nossa esperança

4. Se Cristo voltasse hoje, você subiria com Ele?
4.1 Se você vive cheio do Espírito Santo, mantenha-se preparado
4.2 Jesus está voltando! Vigie! O Arrebatamento está às portas!

Retirado do Fórum Conhecimento Bíblico


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Por quem Cristo morreu ?

''Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito''.

Este é um universo sofredor. Sofrer é um fato mais patente em todos os lugares e entre todas as classes. Não há classe isenta de sofrer. O rico sofre tanto quando o pobre; exaltado tão bem quanto o humilde. Os homens sofrem no corpo, na mente e na alma. Se todos os corações sofredores pudessem ser colecionados e mostrados, quem iria  querer olhar tal cena ? Os santos (salvos ou crentes) sofrem tanto quantos os pecadores. Todo este sofrimento é um resultado poderoso da devastação que pecado fez.

Mas o nosso texto fala do sofrimento de alguém que foi Justo. E a pergunta diante de nós é: Por que Jesus Cristo sofreu ? Por que Cristo morreu ?

Negativamente

1- Não por ter vencido por seus inimigos. Os homens vencem e matam uns aos outros desde os dias  em que Caim matou Abel. E de acordo com as aparências, Cristo foi perseguido à morte por seus inimigos. Onde quer que fosse ele era criticado, caluniado e abusado. Do primeiro ao último sermão, os homens estavam determinados para destruí-lo . Mas Jesus não morreu como uma uma vítima das circunstâncias criadas por eles. ''Responde Jesus: Nenhum poder teria contra mim, se de cima, não te fosse dado; mas aquele que me entregou a ti maior pecado tem.'' João 19:11. ''Ou pensas tu que eu não poderia agora orar ao meu Pai, e que não me daria mais de doze legiões de anjos''? Mateus 26:53.

2- Ele não morreu para fazer Deus nos amar. Cristo não comprou o amor de Deus pelos pecadores. Foi o amor que fez Cristo morrer para nós. ''Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.'' João 3:16. Cristo foi o canal pelo qual o amor de Deus nos alcançou. Sua morte foi a maneira pelo qual Deus mostrou seu amor por nós. O amor sempre fez algo para aqueles que são os recipientes deste amor. O amor de Deus entregou Cristo nas mãos da justiça, com todos os nossos pecados sobre ele, e a Justiça o sentenciou à morte. O amor levou Cristo ao tribunal da Justiça e clamou: ''Ó espada, desperta-te contra o meu pastor, e contra o homem que é o meu companheiro, diz o Senhor dos Exércitos. Fere ao pastor, e espalhar-se-ão as ovelhas''. Zacarias 3:17.

O amor de Deus é soberano, não é um amor baseado num relacionamento, não é um amor por obrigação.

Positivamente

1- A morte de Cristo foi voluntária. Os injustos são os únicos punidos contra a vontade. A Justiça não punirá o inocente contra a vontade dele. A morte de Cristo foi o ato voluntário da vontade de Deus. Sua obediência até a morte não foi uma obediência forçada, mas voluntária e amorosa. Cristo estava feliz por morreu pelos pecadores. Foi o amor tanto pelo Pai quanto por nós que o fez morrer. Falando sobre a sua morte, ele disse: ''Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo dou; tenho poder para dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai''. João 10:18.

2- A morte de Cristo foi expiatória e substituinte. Ele morreu, o justo pelo injusto. Sacrifício é algo feito pelo interesse dos outros. Sacrifício é tirar algo de si para dar aos outros. O sacrifício dói, em quem o fez, mas ajuda quem o recebe. A morte fez Jesus clamar: ''Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste''? Mateus 27:46.

3- A morte de Cristo teve um propósito. Havia um desígnio em sua morte. Ele não morreu por acaso, isto é, sem qualquer objetivo definido aos resultados. Os homens fazem muitas coisas assim. Mas Jesus Cristo teve um objetivo claro em sua morte e também capaz de assegurar os resultados. Nosso texto nos dá o propósito pelo qual Cristo morreu: foi para levar-nos a Deus.

Os homens por natureza estão longe de Deus, Não é uma distância física entre nós e Deus. A distância é moral, é de culpa. A Justiça de Deus nos olha com desagrado, e assim aproximar-nos de Deus é receber o favor de sua Justiça. E não há que nos possa reconciliar ao favor da Justiça de Deus menos que a morte de Cristo, ''Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegaste perto''. Efésios 2:13.

4- A morte de Cristo foi poderosa, o maior de todos os milagres. O poder de morrer é o maior de todos os poderes.

(1). Poderosa em sua natureza. Não poderia confiar em Cristo se ele fosse uma vítima sem poder para livrar-se a si mesmo em sua morte. Se fosse Cristo somente uma vítima em sua morte, ele nem poderia me ajudar em minha morte. Mas, Cristo Jesus morreu com o propósito de salvar o pecador da morte.

(2). Poderosa em seus efeitos. O sangue de Cristo não foi derramado em vão. Ele não morreu à toa e por isso não ficará desapontado com os resultados de sua morte. No Calvário, Cristo satisfez a lei da justiça de Deus no lugar do pecador eleito. Ele morreu para levar-nos a Deus e por isso trará muitos filhos a glória. O Príncipe da nossa salvação foi aperfeiçoado através do sofrimento! Não aperfeiçoado no seu caráter essencial, mas sim oficialmente, como Salvador. Jesus Cristo não tinha pecado e era perfeito mesmo, mas não podia ser um Salvador perfeito sem morrer. ''Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só, mas se morrer, dá muito fruto''. João 12:24. Deus disse sobre o seu Filho: ''O meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniqüidades deles levará sobre si''. Isaías 53:11. Se Cristo no Calvário levou minha iniqüidades, então minha justificação é certa. Ele não levaria meus pecados e então deixa de mim justificar. ''E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conforme à imagem do seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou''. Romanos 8:28-30.

Fonte: www.palavraprudente.com.br

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Aspectos da Fidelidade Divina

Deus é fiel na preservação do Seu povo, ''Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão  do seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor'' ( I Coríntios 1:9). No Versículo anterior foi feita a promessa de que Deus confirmará o Seu povo até o fim. A confiança do apóstolo na absoluta segurança dos crentes estava baseada não na força das resoluções deles ou em sua capacidade para perseverar, mas sim na veracidade dAquele que não pode mentir. Visto que Deus prometeu ao Seu Filho um certo povo como sua herança, livrá-lo do pecado e da condenação e fazê-lo participante da vida eterna na glória, é certo que Ele não permitirá que nenhum dos pertencentes a esse povo pereça.

Deus é fiel na disciplina ministrada ao Seu povo. Ele não é menos fiel naquilo que retira, do que naquilo que dá. É fiel quando envia a tristeza como quando outorga alegria. A fidelidade de Deus é uma verdade que devemos confessar não somente quando a tranquilidade nos bafeja, mas também quando nos afligirmos sob o castigo mais áspero. Tampouco está confissão deve ser apenas de boca, mas também do coração, Quando Deus nos fere com a vara da punição, é a fidelidade que a maneja. Reconhecer isso significa que nos humilhamos diante dEle, confessamos que merecemos totalmente a Sua correção e, em vez de murmurar, damos-Lhe graças por isso. Deus nunca nos aflige sem algum motivo. ''Por causa disto, há entre vós muitos fracos e doentes... '' (I Coríntios 11:30), ilustra este princípio. Quando a Sua vara cair sobre nós, digamos com Daniel: '' A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós a confusão do rosto''. (9:7).

''Bem sei eu, ó Senhor, que os teus juízos são justos, e que em tua fidelidade me afligiste''
(Salmo 119:75), problemas e aflições não são apenas coerentes com o amor de Deus empenhado na aliança eterna, mas são partes de sua administração. Deus é fiel não só quando afasta as aflições, mas também é fiel quando no-las envia. ''Então visitarei com vara a sua transgressão, e a sua iniqüidade com açoites, mas não retirarei totalmente dele a minha benignidade, nem faltarei a minha fidelidade'' (Salmo 89:32-33), o castigo não é apenas conciliável, com a benignidade amorosa de Deus, mas também é seu efeito e expressão. A mente dos servos de Deus se tranqüilizaria muitos se ele se lembrassem de que a aliança de Deus o obriga a aplicar-lhes correção oportuna. As aflições são-nos necessárias. ''...estando eles angustiados, de madrugada me buscarão''. (Oséias 5:15)

Deus é fiel na glorificação do Seu povo, ''Fiel é o que vos chama, o qual também o fará'' ( I Tessalonicenses 5:24), A referência imediata aqui é aos santos seres ''preservados inculpáveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo''. Deus nos trata, não com base em nossos méritos (pois não temos nenhum), mas por amor do Seu grande nome. Deus é constante para consigo mesmo e segundo o propósito de Sua graça, ''... aos que chamou...a este também glorificou'' (Romanos 8:30), Deus dá plena demostração dá constância de Sua bondade eterna para com os Seus eleitos, chamando-os eficazmente das trevas para a Sua maravilhosa luz, e isto deveria torná-los seguros da certeza da sua continuidade. ''... o fundamento de Deus fica firme...'' (II Timóteo 2:19), Paulo estava afirmado na fidelidade de Deus quando disse ''... eu sei em quem eu tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia'' (II Timóteo 2:12).

A. W. Pink
In: Os Atributos de Deus 

O Que tem que Morrer ?


domingo, 18 de janeiro de 2015

A CASA QUE DEUS QUER

''Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que edificam'' (Salmos 127:1)


Introdução

Precisamos entender melhor com Deus vê a nossa casa e como podemos edificá-las na presença de Deus.

1- A BASE = Cristo a Rocha: Efésios 2:20-22 '' edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular''
A base sobre o qual devemos edificar a casa para que seja forte é a Rocha que é Cristo (Mateus 7:24-27)

2- As PAREDES = Proteção: Neemias 4:14 '' lembrai-vos do Senhor grande e temível, e pelejai pelos vosso irmãos, vosso filhos, vossas filhas, vossa mulher e vossa casa''
As paredes da casa são a proteção do lar e isto é a tarefa de cada um na família. No tempo de Neemias edificaram um muro ao redor da cidade com as casas cercando a cidade e cada família edificou um muro perto de sua casa.

3- O TETO = Presença do Senhor: Salmo 91:1 ''O que habita no Esconderijo do Altíssimo e descansa a sombra do Onipotente''.
A presença do Senhor deve ser a cobertura da família e um contato aberto com a glória de Deus.

4- ÁGUA = FÉ: João 7:38 ''Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios da água viva''.
Como não pode haver faltar de água numa casa também não pode faltar a fé que faz fluir a presença de Deus no lar.

5- LUZ = Bíblia: Salmo 109:105 ''Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos''.
A Bíblia deve ser o lugar de destaque para a casa e para a família não como ornamento, mas como Palavra de Deus.

DEIXE DEUS SER O ARQUITETO DE SUA CASA!

CONCLUSÃO:

A casa vista por Deus é assim, não importa se é grande ou pequena é um lugar firme na Rocha, com proteção, a presença do SENHOR e onde flui o Rio do Espírito e a luz da Palavra de Deus.

sábado, 17 de janeiro de 2015

A Bíblia ensina que o mundo é quadrado ?

APOCALIPSE 7:1 - A Bíblia ensina que o mundo é quadrado ?

PROBLEMA: João fala nessa passagem dos ''quatros cantos da terra'', o que implica que a terra seja um quadrado. Mas a ciência moderna ensina ela ser redonda. Não se trata de um erro na Bíblia ?

SOLUÇÃO: A Bíblia não ensina que o mundo seja quadrado. Antes de tudo, essa é uma figura de linguagem que significa ''de toda a parte do globo terrestre'', ou, como Jeremias se expressou, ''dos quatros ângulos do céu'' (Jr 49:36). É um modo sucinto de se referir as quatro direções, ''norte, sul, leste, oeste''. Nesse sentido, a expressão é análoga a frase: ''os quatros ventos...dos céu'' (Jr 49:36).

As únicas referências a forma da terra na Bíblia falam dela como sendo redonda. Isaías falou de Deus, ''que está assentado sobre a redondeza da terra''... (Is 40:22). E Jó refere-se ao mundo como que suspenso no espaço. Dizendo que Deus ''estende o norte sobre o vazio e faz pairar a terra sobre o nada (Jó 26:7)''. Certamente nada há de não-cientifico nessas informações.

Extraído do livro MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e ''Contradições'' da Bíblia. Normam Geisler Tomas Howe



10 Perguntas aos Evolucionistas

1- Quando o ''Big Bang'' (''or big bunk''!) [isto é, ''grande baboseira''!) supostamente começou o universo -- o que foi que explodiu? Donde veio o primeiro pedaço de matéria, se não de Deus? Donde veio a energia que causou a explosão? Donde veio o espaço para dentro do qual a explosão se expandiu?

2- De que maneira pernas se evoluíram para asas sem evolui primeiramente para [alguma coisa] parcialmente perna, parcialmente asa? Tal (aleijão) seria inferior, para se locomover, a qualquer uma das duas [alternativas de membros] totalmente desenvolvidas. Aquela [forma transitória] não tornaria a extinção mais provável [que tudo], pelo fato de esta criatura ter mais dificuldade em buscar comida e em fugir de predadores? (A mesma pergunta pode ser feita para escamas e penas, ou guelras e pulmões, e outros órgãos?

3- O que evolui primeiro: as plantas, ou os insetos que as polinizam?

4- O que veio primeiro: a mensagem do DNA, ou o [seu] portador que é o RNA, ou a proteína, uma vez que a produção de cada um deles requer que os outros dois já estejam presentes?

5- Para que a ameba se quer se incomodaria de evolui para criaturas ''mais avançadas'' tais como dodô e os dinossauros, uma vez que estes vieram a ser extintas, enquanto que a ameba está por ai?

6- De que forma a vida aprendeu a se auto reproduzir, ou, ao menos, saber que havia esta necessidade?

7- Com quem cruzou a primeira célula capaz de se reproduzir?

8- Por qual motivo algo se reproduziria naturalmente, uma vez que, apenas criaria disputa por comida, por espaço ambiental e por recursos, e uma necessidade de prover e trabalhar em benefício deles [os seus descendentes]?

9- O que surgiu primeiro: o sistema digestivo, a comida a ser digerida; o conhecimento da necessidade de alimento; a habilidade achar alimento; o saber o que é alimento; o que consumir e de que forma consumir; os sucos gástricos; ou a habilidade do corpo em não ser destruído pelos mesmos ácidos que digerem o seu alimento?

10- Como as baleias sabem nascer propositadamente ''emborcados'' [estando também na posição ''cauda primeiro'', sendo ejetadas velozmente, e nadando celeremente para a superfície, bem próxima] para não serem afogadas durante o parto? Mamíferos nascem na posição ''cabela primeiro'' [e ''desemborcados''] (exceto em abortos de partos parciais, onde os bebês são virados ao contrário, [pelo ''médico''], com a finalidade de poderem ser assassinados ao terem os seus cérebros sugados por máquina aspiradora). Por acaso todas as baleias bebês se afogaram até a evolução descobrir que baleias não podiam nascer da mesma forma que os demais mamíferos? Lembre, elas teriam menos do que uma geração para fazer a devida correção evolutiva, pois uma geração de baleias afogadas teria causado a extinção da espécie.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Quem são os 144.000 mencionados por João?

 
APOCALIPSE 7:4-8 - Quem são os 144.000 mencioandos por João?

PROBLEMA: Nessa passagem, João menciona um grupo específico de 144.000 crentes. Será que esse é um número exato, e que o sentido da passagem é o de que apenas esse total de pessoas serão salvas? Se não, quem são eles?

SULUÇÃO: intepretaçao espiritual. Alguns consideram os ''cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel''como sendo uma referência espiritual aos cristãos. Entretanto, essa posição não sustentada por fatos. Primeiro, a palavra ''tribos'' nunca é empregada nas Escrituras a não ser como um sentido literal de um grupo étnico.

Além disso, se o número for levado a sério, certamente ele está muito, mas muito mesmo, abaixo do número de crentes que estarão no céu. É verdade que a Bíblia em parte alguma revela o número exato de crentes que estarão no céu, mas como há bilhões de seres humanos com vida, e como certamente há vários milhões de salvos entre esses, essa obviamente não é uma referência ao número total de pessoas redimidas em todos os tempos.

Adicionalmente, até mesmo as dimenções físicas da  NovaJerusalém (Apocalipse 21:16-17), para não dizer nada quanto ao restante do vasto universo criado por Deus, poderiam conter um número muito maior de pessoas do que 144.000

Apocalipse 7:9 declara que havia, além dos 144.000, ''uma grande multidão''... de todas as nações'' que eram também redimidas, o que indica não somente que os salvos não se limitam a esse número, mas que a passagem tem mais sentido se tomada de forma literal.

Interpretação literal. Outros tomam literalmente essa passagem como uma referência a 144.000 judeus que serão salvos durante o período da tribulação, sendo 12.000 de cada uma das 12 tribos de Israel. Observam, em primeiro lugar, que dã não é mencioanda entre as doze tribos, entrando Levi em seu lugar, uma vez que caiu na idolatria e foi praticamente eliminada. Levi, entretanto, por causa de sua função sacerdotal, não tinha recebido uma terra em herença no AT, mas então é incluída junto com as demais tribos, perfazendo as doze tribos, uma vez que cessou sua função, a qual foi cumprida por Cristo (Hb 7:10)

Ainda como suporte a interpretação literal, temos o fato de que Jesus falou dos doze apóstolos  (que sabemos terem sido literalmente 12 pessoas) assentados em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel'' no último dia (Mt 19:28).Não há razão por que não tomar isso como uma referência literal as doze tribos de Israel.

Adicionalmente, dá ultima pergunta que foi respondida por Jesus antes de sua ascenção, pode-se deduzir explicitamente que ele retornará  e que restaurará o Reino de Israel (At 1:6-8).

Com efeito, o apóstolo Paulo falou em Romanos (11:26) da restauração da nação de Israel a sua priveligiada posição anterior.

Muitos eruditos bíblicos acreditam numa restauração literal da nação de Israel, por causa das promessas feitas por Deus aos descendentes da semente de Abraão (Gn 12; 14; 15; 17; 26)que ainda não foram cumpridas''para sempre'',como foram prometidas (Gn 13:15). Na melhor das hipóteses isso aconteceu apenas durante um curto período no tempo de Josué (Js 11:23).


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

A Reencarnação: Uma avaliação Bíblica

 
''Que é Reencarnação? Etimologicamente, ''reencarnação'' vem do composto latino  ''re'' que quer dizer ''outra vez'' e ''incarnere'' , isto é, em carne. Religiosamente, falando, é a crença em que a alma e o espírito, muda após a morte para o outro corpo. Transmigração, metempsicose, palingenésia, e renascimento são sinônimos da palavra reencarnação.

A reencarnação é parte essencial do panteísmo oriental. Hinduísmo e Budismo, os mais antigos sistemas religiosos do oriente pregam a reencarnação. O espiritismo de Allan Kardec, o movimento Rosa-Cruz e a Socidade Teosófica promovem a doutrina de reencarnação. É uma das crenças mais divulgadas no mundo, através da literatura e do cinema.

A reencarnação é a essência do Panteísmo. Segundo o Panteísmo, nãp há diferença entre Deus e o mundo, pois ''tudo é Deus e Deus é tudo''. Normam Geisler afirma que embora haja várias formas de reencarnação dentro das religiões panteísta, a maioria delas têm varias coisas em comum: (1) Um objetivo de perfeição final para a raça humana. (2) Processo evolutivo na direção da perfeição, que não poderá ser atingida instantaneamente, mas, mediante reencarnações. (3) Rejeição da doutrina tradicional do inferno e defesa da ''doutrina de segunda oportunidade'', depois desta vida. (4) Defesa da ''doutrina do carma'' que defende que a conduta da pessoa em vidas anteriores influenciará o tipo de vida que tal pessoa supostamente terá em futuras encarnações. O que a pessoa semeia nesta vida vai colher na próxima. (5) A sobrevivência do eu em sucessivas vidas posteriores. O eu persiste ao longo do processo de reencarnações. (6) São perecíveis e multiplos os corpos onde ocorrerão as reecarnações. (7) As reencarnações não precisam ocorrem excusivamente no planeta terra, mas em outros planetas. Há outros sistemas além do solar.

Os reencarnacionistas frequentemente se voltam para a Bíblia, a procura de sustentação para suas doutrinasl. Os textos mais usados, equivocadamente, são: Jó 1:20-21; Jr 1:4-5; Mt 11:14; 17:10-13; Mc 9:11-13; Jo 3:3; Tg 3:6. As ideias deles, porém, são contrárias ao ensino bíblico. Vejamos os principais pontos

Primeiro, o reencarcionista tem um conceito de Deus contrário a Bíblia. O Deus da Bíblia não é uma força impessoal que se mistura com a criação. Deus é transcedente e imanente, ou seja, Deus está tanto além do mundo como dentre dele (Is 66:1-2; At 17:24-28). Deus criou o mundo não usando a si mesmo como matéria (ex Deo), nem daalguma pré-existente, mas, sim, do nada (ex Nihilo). O mundo depende de Deus para a sua própria existência  (Gn 1:1; Sl 33:9; 103:19). Deus a qualquer momento pode intervir no mundo, de forma sobrenatural. Ele é soberano em suas ações (Sl 104 e 115).

Segundo, o reencarcionista tem uma visão de homem contrário a Bíblia.
Contrariamente as Escrituras, eles negam a origem do homem da concepção (Sl 139) ; Negam a unidade entre a alma e o corpo, vendo o corpo apenas como uma prisão da alma, o que contraria o ensino bíblico que vê o ser humano como unidade alma/corpo (Gn 2:7). A certeza da ressurreição final do corpo é a prova que que o homem possuirá o corpo imortal , evento único,  final e perfeito. (1 Co 15)

Terceiro, o reencarcionista é antibíblico quanto ao conceito da morte.
Ele ensina que morremos e prosseguimos morrendo incontavelmente, contudo a Bíblia afirma que está ordenado por Deus apenas uma existência neste mundo, seguido de uma única morte. (Hb 9:27)

Quarto, o reencarcionista se opõem ao ensino bíblico acerca da salvação. Ele concebe salvação mediante esforços humanos. A lei do carma é a salvação pelas obras. Jesus Cristo , através da obra vicária e substituitiva pagou todo nosso ''débito cármico''. Ele morreu pelos nossos pecados (Is 53:2; 2 Co 5:21; I Pe 2:24). Deus é o autor da salvação (Rm 3:23-25). Além do mais, conforme a doutrina da reencarnação não existe salvação neste mundo, mas ''deste mundo''. Entretanto, Jesus afirma que a salvação começa agora (Jo 5:24; 1 Jo 5:13) e será desfrutada plenamente na eternidade.

Quinto, o reencarcionista é contrário a Bíblia quanto a doutrina do julgamento divino. Com a possibilidade da reencarnação, a morte não é o ponto final e os julgamentos e sofrimentos que o homem enfrenta são temporais. O inferno não existe, mas é apenas uma ameaça hipotética que ajuda as pessoas a receberem o evangelho. Entretanto, a Bíblia confirma que o julgamento divino é certo para todos quantos rejeitam a Deus, e a única maneira de escaparmos do inferno, é aceitarmos a salvação que nos é oferecida em Jesus Cristo (Jo 3:16; Jo 5:24)