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sexta-feira, 3 de abril de 2015

Desenvolvimento Histórico do Cristianismo

Todo cristão deve buscar na História da Igreja as origens para a defesa de sua fé, já que o Cristianismo é uma religião histórica e apela para os fatos da história como argumento comprobatório de sua veracidade. A apologia – um dos ramos da teologia – divide-se em várias categorias, e uma delas é a apologia histórica donde se extrai as evidências para provar a singularidade empírica da religião cristã. É de suma importância o cristão conhecer a História de sua religião: os primórdios, as glórias e vicissitudes pela qual passou. Sem um conhecimento básico dessa história muitas doutrinas seriam de difícil compreensão.
A Igreja é muito mais que uma instituição religiosa organizada, é a história de um povo salvo através do sacrifício de um Deus de amor e sua missão. É a prova viva da ação Divina na história da humanidade – Deus se manifesta e intervém no espaço-tempo em prol do seu povo peregrino e escolhido.
A Igreja foi forjada pelo sangue de seu fundador e regada pelo sangue de seus santos. Construiu sua história em meio às terríveis perseguições imperiais e as abomináveis heresias daqueles que diziam ser seus líderes. Entre a corrupção de uns e a glória e ardor de outros, ela prossegue através dos séculos, vitoriosa, pois aquele que disse “as portas do inferno não prevaleceriam contra ela” é o seu sustentador e único alvo a ser almejado.
Esta é a historia da igreja cristã, uma história de lágrimas, sangue, e dedicação à causa de seu fundador – Jesus Cristo. Por isso é de primordial importância o estudo da História da Igreja Cristã, não só para os alunos de teologia, mas para todo cristão que queira conhecer suas origens.

Os Primórdios

Para compreendermos melhor a razão do nascimento de Cristo na época dos césares e a difusão do cristianismo apostólico, teremos de primeiro atentar para o contexto histórico: socio-cultural, político e religioso no período do primeiro século da era cristã.
Muitas foram as contribuições do antigo mundo para a chegada de Cristo e sua doutrina. Ao estudarmos os períodos anteriores à vinda do messias percebemos a providência divina ao preparar o cenário para a chegada de seu plano de salvação. O ambiente histórico em que Cristo surgiu cooperou de modo colossal para a disseminação do evangelho. Dentro desse período três povos merecem destaque pela sua rica contribuição: os Judeus, os Romanos e os Gregos. Daremos resumidamente um perfil destas contribuições.

Os judeus:
 A mentalidade religiosa judaica da espera iminente de um messias, facilitou a aceitação da mensagem de Jesus como o messias prometido. Outro fator importante de contribuição foi o monoteísmo rígido herdado da religião mosaica com sua alta ética moralista baseada na lei de Moisés. Assim o mundo religioso de então estava preparado psicologicamente para chegada de um messias.

Os romanos:
 O império romano dominava o mundo na época em que Cristo nasceu. A extensão do império tendo como conseqüência a unificação dos povos facilitou a difusão da mensagem cristã. Outra contribuição foi proporcionada pela infra-estrutura das estradas e cidades romanas. Com o anexo de novas terras através do desbravamento do exército romano, foi fácil a disseminação do evangelho em terras estrangeiras. O latim e o grego eram línguas universais e facilitava a transmissão das boas novas.

Os gregos:
 Sem dúvida uma das inestimáveis riquezas legadas pelos gregos foi sua língua. Tanto é, que todo o NT foi escrito em grego. Além disso, as idéias de seus famosos filósofos levaram o povo a inquirir sobre os mistérios da vida: sobre o ser, sobre Deus, razão e propósito de nossa existência, etc. O evangelho oferecia respostas sensatas para todas essas questões intrigantes.
Enfim, todas essas contribuições juntas forneceram o ambiente propício para a chegada do Filho de Deus. Uma época impar, predestinada como nem outra em toda a história.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Crescimento da Igreja e Salvação

E POR AVAREZA FARÃO DE VÓS NEGÓCIO..." (2PE. 2.3)
Uma avalanche de métodos de crescimento de igrejas vem sendo divulgada entre líderes evangélicos, instruindo-os a tornar a sua igreja local próspera e grandiosa. É a igreja reinventada, transformada em negócio, onde a autêntica mensagem do evangelho está sendo substituída por um discurso de tolerância e fraternidade, distante dos valores bíblicos, sendo o pastor um facilitador, um mediador entre !prós e contras?, permitindo a conciliação em nome da !unidade?. A propósito, sugiro a leitura dos excelentes artigos publicados em !http://www.espada.eti.br/pragmatismo.htm?.

Essa preocupação seria plausível se a igreja realmente fosse uma empresa, um comércio administrado pelo pastor ou por um grupo de pessoas, como nas sociedades anônimas e companhias limitadas. Porém, a igreja - segundo o melhor conceito - é uma assembléia de gente salva, pessoas que compreenderam e aceitaram a mensagem de salvação bíblica pela soberana vontade de Deus, diferente do conceito moderno de clube eclesiástico que estão tentando imputar-lhe.
Àqueles que procuram fazer a obra de Deus segundo a metodologia humana devemos lembrar que, embora a salvação seja oferecida a todos, poucos são os efetivamente salvos em Cristo Jesus: !Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos? (Mt 22.14).
A Bíblia demonstra claramente que a Salvação pertence somente ao Senhor e que somente dEle vêm a fé e o arrependimento. No livro de Jonas está escrito: !Do Senhor vem a salvação? (Jn 2.9b). Esta afirmação guarda profunda simetria com toda a soteriologia bíblica, pela qual Deus nos elegeu livremente para a salvação antes mesmo da fundação do mundo (Ef. 1.3,4; II Ts 2.13; Ap. 13.8; etc).
É o Espírito Santo quem convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8); é Deus quem dá a fé (Ef. 2.8 e Hb. 12.2 c/c Jo. 6.64-65 e 1Co. 12.3) e o arrependimento (Atos 5.31, 11.18; Rom. 2.4; 2Co 7.9; 2Tm 2.25; etc.), ambos para a salvação. Assim, Deus faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade (Ef. 1.11; v. tb. Ef. 1.4-5; Tiago 1.18; Sal 115.3 e 135.6; etc.) e concede redenção a quem Ele quer, segundo a Sua infinita misericórdia (Jo 1.13, 6.37; Rm. 9.15-16; Ef. 2.1-10; Tt. 3.5; Tg. 1.18; etc.), sem, entretanto, desprezar a responsabilidade humana (Mt. 11.28; Jo. 5.40; Ap. 22.17; etc).
Uma vez entendido este assunto de difícil compreensão para muitos, que é a Salvação (2Pe 3.15-16; Rm. 11.33-36), podemos afirmar que nenhum esforço humano para levar as pessoas a Cristo terá sucesso sem a suprema volição de Deus, conforme os Seus eternos propósitos. ?Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam...? (Sl. 127.1).
O método bíblico é: !...Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura? (Mc. 16.15). Apenas os que crerem serão salvos (v. 16); porém a fé salvadora não é para todos, pois ninguém pode nascer pela vontade da carne, por desejo próprio (Jo. 1.12-13); !Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia? (Jo 6.44).
A tática de atrair pessoas às igrejas para ouvir coisas aprazíveis e participar de um culto adocicado e festivo não encontra respaldo bíblico. O pregador não tem a função de convencer a ninguém, mas apenas de pregar o que é reto, de levar a mensagem do evangelho a toda criatura. Pregando dessa forma, crerão todos quantos estão ordenados para a vida eterna (At. 13.48)