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domingo, 5 de abril de 2015

O HOMEM JUDEU DIANTE DE DEUS



Lendo a Bíblia, percebe-se a presença constante e atuante de Deus na história. O homem criado à imagem de Deus reconhece sua pequenez e sua grandeza:” O que é o homem para que dele te lembres, o filho de Adão, para que dele cuides?... Contudo, o criaste quase igual a Deus...”(Sl 8).


O homem judeu sabe que desde a origem, Deus lhe confiou a tarefa pesada e importante de aperfeiçoar sua criação: que Deus lhe confiou com sua liberdade de homem, a responsabilidade de construtor da história, para realizar sobre a terra um reino de justiça e paz.

Todo judeu, de ontem e hoje, sabe também que como filho de Israel ele pode, pelos atos do dia-a-dia de sua existência, tornar-se presente a Deus, tornando Deus presente ao mundo. Tal é o sentido do versículo da Escritura: ”Sede santos porque eu, o Eterno vosso Deus, sou santo” (Lv19.2).

Daí a questão que se encontra em toda a tradição judaica: “O que é que Deus pede de mim? Quais os caminhos que se oferecem ao homem para que sua vida se torne o testemunho da presença de Deus no mundo?”

Dentre esses caminhos, apontaremos aqui apenas quatro, para lhes mostrar toda à importância que a tradição judaica lhes reservou: a Bênção, a Oração o Estudo e o Mandamento.

A BÊNÇÃO
Em hebraico, BERAHÁ, ação de graças.

Pode-se dizer que cada experiência de vida pessoal ou cósmica, feliz ou infeliz, quotidiana ou acidental, leva o judeu a louvar a Deus, a lhe dar graças.

“Bendito sejas tu, Eterno nosso Deus rei do universo...” é sem dúvida a frase que ele ouve ou mais pronuncia mais frequentemente durante a vida. Como se através das gerações, ele fizesse seu antigo louvor dos patriarcas, de Ruth ou de Davi, louvor ao qual os rabinos deram um caráter sagrado e definitivo.

Assim fazendo, o judeu mede a importância desse dom que Deus lhe concedeu: tornar-se depositário da benção. Pois, com efeito, no começo (Gn 12,2-3) é Deus que abençoa; mas quando Abraão recebe a ordem de deixar a Caldéia, sua terra natal, para garantir para ele e sua descendência, sua vocação de testemunha da unidade e justiça, Deus lhe confia seu poder de abençoar: “Sede uma bênção, isto é, doravante as bênção vos são confiadas”, assim explica Rashi, comentarista judeu da Idade Média.

Mas, ao mesmo tempo, o judeu toma consciência de não ser mais do que um hóspede nesta terra de que ele deve, antes de utilizar os produtos e os frutos do solo, louvar seu criador que lhe concede os bens que usufruir. Ele abençoa Deus antes de consumir qualquer alimento e diz, antes de tomar uma refeição: “bendito sejas tu, Eterno nosso Deus, rei do Mundo, que retiras o pão da terra” e antes de beber o vinho: “Bendito sejas tu, Eterno nosso Deus, rei do Mundo, Criador do fruto da vinha”.

Ele vive também, em si e nos outros, as angustiantes interrogações da injustiça entre os homens, do sofrimento ou da morte: e em sua boca a tristeza ou a revolta se transforma em louvor: “Bendito seja o Juiz Justo”. O papel específico do povo judeu no meio das nações, sua pertença à família de Jacó, o incita a louvar o Eterno: “Bendito sejas tu, eterno nosso Deus, rei do Mundo que enches teu povo Israel de graça e de
benevolência”.

Cada um dos ritos particulares que ele deverá cumprir é precedido de uma bênção para lhe permitir concentrar toda a sua atenção sobre o valor do gesto que ele fará para perceber a riqueza dos múltiplos símbolos. Assim, acendendo as velas do Shabat, a mulher judia canta: “Bendito sejas tu, Senhor nosso Deus, Rei do mundo, que nos santificastes pelos teus mandamentos e nos ordenastes acender as velas do Shabat”.

O gesto mais simples é percebido como uma participação à grande sinfonia do universo criado por Deus. Assim, ao lavar as mãos, ele diz: “Bendito sejas tu, Eterno nosso Deus, Rei do mundo, que nos santificaste por teus mandamentos e nos ordenaste lavar as mãos”.

A natureza é contemplada como uma maravilhosa criação sempre renovada. Quando os primeiros rebentos aparecem nas árvores, ele pode dizer: “Bendito sejas tu, Eterno nosso Deus, Rei do mundo, que criaste o universo ao qual nada falta e produziste boas criaturas e boas árvores que dão alegria aos filhos dos homens”.

Notemos a densidade de conteúdo teológico dessas curtas frases.

Elas mencionam o nome de Deus – que os judeus traduzem por Eterno – a Aliança particular entre Deus e Israel (“Nosso” Deus) e o reino universal de Deus sobre o universo (Rei do mundo). Ao mesmo tempo, elas insistem, pela fórmula introdutória “bendito sejas tu”, sobre a proximidade de Deus e do homem, sobre a possibilidade dada a cada um de se dirigir diretamente a Deus como ao Amigo predileto.

A tradição rabínica contou assim um conjunto de cem bênçãos que escalam a vida cotidiana de um judeu. Mesmo se hoje o judeu não praticante não pronuncia mais todas essas formulas, ele pelo menos conservou algumas, nos momentos solenes de seu dia e de sua vida. Ele sobretudo não esquece o espírito que as anima e que permanece um fundamento do conceito judaico da existência: a unidade entre o sagrado e o profano, a cooperação necessária entre Deus e o homem para apressar a redenção do universo.

A ORAÇÃO
Em hebraico: TELIFÁ

A Bíblia é o livro fundamental do judaísmo. Ora, em todas as suas partes a Bíblia contém “orações”, isto é, palavras expressas por homens e mulheres que viveram uma experiencia de uma relação imediata e misteriosa entre Deus e o homem. Um movimento espontâneo leva o homem, “criado à imagem de Deus”, a se voltar para o seu Criador, como está escrito: “como a corça bramindo por águas correntes, assim minha alma está bramindo por ti, ó meu Deus. Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo”. (Sl 42).

Assim, ao longo de toda a Bíblia encontramos a oração na profunda intensidade de seu fervor, em seus objetivos os mais diversos e suas formas as mais variadas: longas ou breves, gloriosas ou patéticas, insistente intercessão de Abraão pelos outros (Gn 18), dúvidas de Jacó antes de se encontrar com Esaú (Gn 32), canto de gratidão de Moisés e de Israel junto ao Mar Vermelho (Ex 15), grito de Moisés em favor de sua irmã Miriam: “Ó Senhor, curai-a!” (Nm 12.13) arrependimento de Davi ( 2 Sm 23.10) oração de Salomão ao inaugurar o Templo (1 Re 8.28) ou de Elias no Carmelo (1Re 18). Enfim, é todo o Saltério – 150 Salmos – que seria preciso citar como modelo insuperável da faculdade do homem de exprimir diante de Deus sua tristeza e sua alegria, seus temores e suas esperanças, suas dúvidas e sua fé.

O que nós percebemos através dos textos de oração bíblica é que, mesmo quando expressam um pedido, não é apenas para preencher as falhas humanas mas também para traduzir o que faz que o mundo não seja conforme o projeto do Criador. Orando ou agindo, ou orando para poder agir, os homens da Bíblia cooperam com a ação divina, acelerando a vinda do reino de Deus sobre a Terra.

Assim pois, além de sua expressão de irresistível transporte, a oração bíblica se revela em toda a sua dimensão primordial que assumirá no judaísmo, isto é, a de TELIFÁ, quer dizer, de julgamento, de debate. Orar é pois, “entrar dentro de si”, “julgar-se estabelecer a ligação” num confronto com Deus, com a verdade ética que nos interpela. Orar é colocar o princípio de uma possível mudança de seu ser, num encontro autêntico com o Outro. Orar é reconhecer que além de si mesmo, há uma vontade cuja realização depende de nós.

Mas desde a época bíblica, a oração não era o único meio pessoal de união do homem com Deus. As assembleias de oração existiam na época do Templo. Lemos no livro de Jó: “Deus não rejeita a oração pública” e os Rabinos do Talmud explicavam: “ A oração comum é sempre atendida”.

Através dos séculos, desde que os homens da Grande Assembleia – 5º século antes de Cristo – lançaram as bases do que se tornou o “ritual das orações de Israel” ou SIDUR, a oração comunitária tornou-se, para o indivíduo, um meio de união com seu povo.

Muitos judeus conservam, como um dos bens mais preciosos, seu livro de orações que é transmitido de pai para filho. Se a Bíblia é, de certo modo um dom de Deus a Israel, o Sidur é comparado a um presente dado por Israel a seu Deus.

O livro de orações é, como o Talmud, um livro que é preciso praticar, conhecer e meditar para compreender a alma do povo judeu, para perceber, talvez aqui mais explicitamente do que em outro lugar, seus conceitos sobre Deus, o mundo e o homem, para ouvir como, através de sua história, ele sentiu os sofrimentos e as alegrias de sua vocação de “povo eterno” a serviço do Deus vivo.

Citemos, entre outras:
O SHEMÁ ISRAEL, assim designado pelas primeiras palavras do texto do Deuteronômio (6, 4-8): “Ouve, o Israel, o Eterno nosso Deus, o Eterno é um. Bendito seja para sempre o nome de seu reino glorioso. Amarás o Eterno teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força...”

Este texto tornou-se a “profissão de fé judaica”, quer dizer que recitando-o desde a mais tenra idade – 3 ou 4 anos – manhã e noite, todos os dias de sua vida, o judeu aceita o “jugo do reino de Deus.”

Ele afirma a unidade absoluta de Deus, do mundo e do homem, o laço da aliança que une Deus a Israel e ele sabe que essa aliança se perpétua, pela transmissão viva desse ensino, de geração em geração (“Tu os ensinarás a teus filhos”) e também pela realização em todos domínios da existência, dos preceitos da Lei divina. Ele sabe também que em todos os tempos, rabinos como Rabi Akiba (2º séc.) ou simples judeus, preferiram morrer mártires cantando este SHEMÁ ISRAEL, do que renegar seu Deus e seu povo.

A AMIDÁ ou “Oração por excelência” que constitui o momento culminante de intensidade religiosa no meio do ofício, de todos os ofícios. É dita de pé, silenciosamente e com um especial recolhimento. Compõe-se, conforme o dia (sábado, festas ou dias da semana), de sete ou dezenove bênçãos, tomando a forma inicial que mencionamos nas bênçãos quotidianas:

“Bendito sejas tu, Eterno nosso Deus”.

A Amidá se inicia com um versículo do salmo:

“Senhor, abre meus lábios e minha boca cantará o teu louvor”.
Louvores, súplicas, ações de graças exprimem em notável progressão as aspirações do homem para possuir a inteligência, alcançar o arrependimento e merecer a salvação, a cura , a paz...
“Louvado sejas tu, Eterno nosso Deus e Deus de nossos pais,
Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacó, Deus grande,
poderoso e imponente,Deus majestoso cujos atos manifestam
o amor e a graça. Tu és o Senhor de tudo e te recordas do amor
praticado pelos antepassados redimindo com amor os filhos de
seus filhos, pela glória do teu nome..............”

O KADDISH ou “santificação do Nome” é recitado inúmeras vezes durante o ofício. O Kaddish exprime a submissão à vontade divina, o amor de Deus e a esperança na vinda do reino de Deus sobre a terra. Ele está na origem do “pai nosso”.

“Grande e santo é Deus, no mundo que Ele criou conforme seus
desígnios. Que todos saibamos cumprir sua vontade, cada dia
mais, para assim – ainda em nossos dias – fazer deste mundo em
vivemos, um mundo melhor...............”

O ESTUDO
A sinagoga é ao mesmo tempo, casa de oração e casa de estudo. Lemos que, na profissão de fé do Shemá Israel, se diz: “tu as ensinarás a teus filhos e delas falarás – das palavras da Torá – sentado em tua casa, no caminho, ao te deitares e ao levantares”. O estudo é o imperativo maior do judaísmo, e o mandamento, MITZVÁ por excelência.

O pai e a mãe são considerados como os mestres naturais dos filhos: criar no lar uma atmosfera de fé e de amor do judaísmo, vivendo-o, estudando-o, era, até bem pouco tempo, a regra de ouro das famílias judaicas. A vida quotidiana, assim como o Shabat e as Festas, tinha sobretudo por finalidade fazer passar os ensinamentos dos pais para os filhos, para deles fazerem o penhor da transmissão da Aliança.

Paralelamente a este ensino familiar, a criança recebia no quadro da sinagoga ou da escola, um ensino completo, graduado que lhe permitia adiantar-se no conhecimento do SIDUR, do TANAH e do TALMUD. Tal estudo lhe fazia compreender que, quando chegasse por sua vez à idade adulta, ele deveria, quaisquer que fossem suas atividades profissionais, reservar, todos os dias, um tempo fixo para prolongar e aprofundar seu conhecimento da tradição.

Hoje, apesar de um evidente enfraquecimento das práticas familiares, grande número de judeus está consciente da absoluta necessidade do estudo e do conhecimento do hebraico e do judaísmo.

É por isso que, na França, foi criada uma rede de instituições educacionais: TALMUD TORÁ (cursos de instrução judaica hebdomadária e bi-hebdomadária), escolas judaicas de tempo integral, liceus, cursos de hebraico, movimentos de juventude, etc. Assim como curso de Bíblia, de hebraico, de pensamento judaico e conferências diversas para adultos.

Para um judeu, do século XXI, o estudo, longe de ser um vestígio do passado, permanece uma exigência imperativa do presente, a fonte de descoberta de tesouros preciosos, um meio para guiar seus pensamentos e seus atos no sentido de uma vida enraizada na tradição e voltada para o futuro.

O MANDAMENTO
Em hebraico: MITZVÁ

O termo significa mandamento – preceito, dever religioso. Deriva de uma raiz hebraica que significa mandar, ordenar. Designa, ao mesmo tempo, um mandamento e uma boa ação.

Há outros termos que designam as leis, as ordens e os estatutos contidos na Torá e na Tradição, mas o termo MITZVÁ é o único que pode ser utilizado para o conjunto dos mandamentos. As MITZVOT (plural de Mitzvá) incluem todas as categorias de mandamentos: a tradição talmúdica contou 613, regendo todos os domínios da vida do homem: nas suas relações com Deus e com seus semelhantes, no comportamento para com os animais e a natureza. Nada escapa à legislação da Torá, no sentido amplo da tradição escrita e oral: celebração do Shabat e das Festas, ofícios religiosos, legislação familiar, direito civil e penal, transações comerciais, etc.

O judeu deve compreender que, obedecendo às mitzvot, “ele escolhe a vida”, aceita realizar etapa por etapa, a imagem de Deus que está no homem, aceita conformar-se com o projeto de Deus, construindo na terra uma cidade de justiça, implantando – segundo uma fórmula litúrgica - “a vida eterna” na vida quotidiana.

Para o cumprimento da mitzvá, o judeu toma consciência da unidade fundamental da vida, do laço entre corpo e alma, entre o indivíduo e a coletividade, entre Deus e os homens. A mitzvá é o ato pelo qual o judeu coopera com Deus para o aperfeiçoamento do mundo. É o chamado que que o judeu deve ouvir, compreender , decifrar e ao qual é convidado a responder por um ato moral e ritual.

Por isso é que o judaísmo pode ser considerado como uma “religião da ação” e foi ridicularizado como uma “prática legalista”. Entre essas mitzvot que iluminam a vida do judeu, podemos aqui citar alguns exemplos, escolhidos nos diversos campos da existência.

1- Mandamentos em relação aos outros:
  • Amor ao próximo, ao estrangeiro, ao órfão , a viúva.
  • Honra devida aos pais e aos mestres.
  • Obrigação de fundar uma família.
  • Obrigação de dar aos filhos uma sólida instrução religiosa e moral.
  • Respeito absoluto pela vida.
  • Proibição de derramar sangue.
  • Honestidade absoluta nos negócios.
  • Proibição do roubo.
  • Não guardar rancor.
  • Precaver-se da calúnia, da maledicência, do falso testemunho.
  • Praticar a hospitalidade,
  • Visitar os doentes.
  • Alimentar os que têm fome, vestir os nus, etc.

2- Mandamentos em relação ao tempo:
  • O Shabat
3- Mandamentos relativos à oração:
O TALIT
Entrando numa sinagoga na hora de qualquer ofício da manhã – semana, Shabat ou festas – nota-se que todos os homens estão revestidos de uma espécie de grande chale branco, com listras pretas ou azuis, ornado de franjas,. Esse chale chamado TALIT permite de certa maneira aos homens de se isolarem do mundo exterior para se colocarem ”de pé diante de Deus”. Nos quatro cantos do Talit estão penduradas longas franjas de lã chamadas TSITSIT,. A própria Torá dá aos tsitsit um valor simbólico: olhando para eles os judeus se lembrarão dos mandamentos de Deus e serão levados a se desviarem das tentações para agirem de acordo com a Torá. É por isso que até hoje certos judeus praticantes usam os tsitsit, não só durante a oração, mas o dia todo, debaixo de suas vestes habituais, sobre uma peça de fazenda retangular chamada “pequeno talit”. O uso do talit na sinagoga continua sendo uma mitzvá muito observada.



OS TEFILIN
Também no ofício da manhã – exceto nos sábados e dias de festa – vêen-se igualmente homens usando na fronte e no braço esquerdo, pequenos cubos de couro preto, preso por tiras de couro, contendo escritos sobre pergaminho, quatro parágrafos da Torá ( Êx 13.1-10, 13.11-16 ; Dt 6.4-9, 11.13-21): são os “Tefilin”, sinais da Aliança que liga Deus a Israel e têm por fim lembrar que qualquer ação do homem deve estar a serviço de Deus – tefilin do braço - e que todos os seus pensamentos devem estar orientados pelos princípios da justiça e do amor contidos na Torá – tefilin da fronte.

A mitzvá dos tefilin é hoje em dia, menos praticada do que a do talit. Mas o seu símbolo permanece profundamente enraizado na alma judaica.



4- Mandamentos em relação à moradia:

A MEZUZÁ
Nas portas das casa judaicas, dos apartamentos, dos locais de habitação, vê-se presa no batente direito da porta, um pequeno estojo de metal, de marfim ou de madeira: é a “Mezuzá”. 

Ela contém um pergaminho sobre o qual se encontra, entre outros o primeiro paragrafo do Shemá que prescreve justamente essa mitzavá: “Tu as escreverás – as palavras de Deus - sobre os batentes de tua casa e sobre tuas portas”.

A mezuzá tem por finalidade lembrar que a casa, o lar, é um lugar privilegiado para santificar a vida, praticando os preceitos da lei divina.

A KASHRUT – leis alimentares

Como já dissemos, o judaísmo toma o homem na sua totalidade. Não separa o “espiritual” do “temporal”. Não é pois de admirar que um certo número de regras regulamentem as refeiçoes e leve à observância de certas normas alimentares.

As refeições são precedidas e seguidas de bênçãos.

Os alimentos para serem comidos devem ser “kasher”, isto é, conforme as diversas prescrições bíblicas e talmúdias referentes à distinção entre animais “puros” e “impuros”, e à maneira de consumi-los.

Citamos como exemplos mais significativos: proibição de certos animais como porco, coelho, cavalho, moluscos, crustáceos, proibição de consumir sangue, misturas de alimentos de carne e leite, etc

Muitas vezes o judaísmo foi ligado a certas regras alimentares, em detrimento do lugar e do sentido que elas tomaram no conjunto da tradição. Para o indivíduo, elas podem constituir uma ascese pessoal ajudando-o a adquirir e aceitar uma disciplina do corpo e da alma. Mas sobretudo elas se tornaram, para muitos, o símbolo da recusa de se assimilar às outras nações e um dos meios de expressão de sua pertença ao povo judeu.

Quem as observa integralmente marca a sua fidelidade a Deus, sua adesão ao judaísmo; a coragem de se impor leis particulares, as de um “povo de sacerdotes, de uma nação santa” que momentaneamente podem separá-los dos outros para conservar em toda a sua força, a lei de Deus.

Aquele que as abandona não deixa por isso de pertencer ao povo judeu. Para um outro, elas permanecem uma das componentes da “existência judaica”.


Referência Bibliográfica:

Curso de Cultura Judaica – Raízes Bíblicas do Cristianismo -
Irmã Maria Cecília Tostes Malta.
Colégio Sion do Cosme Velho

sábado, 21 de fevereiro de 2015

O povo judeu e as Profecias Bíblicas

Os céticos têm pedido uma prova irrefutável da existência de Deus e dito que não podemos usar a Bíblia para provar a Bíblia porque isso é argumento circular. Eles não levam em conta que há um paralelo entre as afirmativas bíblicas e os fatos históricos. Podemos usar a Bíblia comparando as suas profecias com eventos históricos para provar a sua idoneidade. Diante do exposto abaixo é apenas uma questão de aceitar ou não:


O Povo Judeu e Israel - uma prova da existência de Deus
Quando alguém na universidade me pergunta q
ual a maior prova da e
xistência de Deus eu respondo sem titubear: o povo judeu e Israel! Existem profecias tão específicas e detalhadas em relação ao povo judeu e a terra de Israel que não podem ser ignoradas. Citarei apenas algumas poucas, mas substanciais profecias.

O anti-semitismo e o HolocaustoOs profetas do Antigo Testamento predisseram que por causa da obstinada rebelião do povo jud
eu contra Deus eles seriam objeto de desprezo, ódio, zombaria, seriam escravizados e mortos por povos estranhos, espalhados por todas as nações do mundo e qu
e depois Deus os reuniria de volta à sua terra (Neemias 1.8 e 9). Essas profecias surpreendentes se cumpriram cabalmente na existência deste povo, a história testifica isso com farta documentação. O anti-semitismo e o Holocausto foram preditos pelos profetas hebreus e o cumprimento destas profecias é um fato insofismável.

Diáspora e SionismoTodos os povos que foram expulsos de suas terras e passaram mais de 400 anos sem uma pátria se extinguiram (os assírios, os babilônios, os medos-persas etc.). Não existe paralelo na história da humanidade, exceto os judeus que em 70 D.C. foram espalhados por todo o mundo, sofreram perseguição em todos os lugares (Jeremias 29.18; 44.8), mas mantiveram-se como uma nação étnica identificável. Após c
erca de 18 séculos depois de sua dispersão o povo judeu começou a retornar à sua pátria (Ezequiel 34.11,13,28 e 30).

O Deserto FloresceIsaías profetizou que Israel floresceria como um botão de uma rosa e que exportaria flores e frutos ao mundo (Isaías 27.6).

O impressionante é que na época em que Isaías fez tal profecia Israel era um deserto infértil e quase ninguém levou à sério o que ele disse ignorando-o como um louco.

Após o retorno do povo judeu para a sua terra em 1948 eles encontraram uma terra desértica - com exceção de algumas áreas pantanosas - e improdutiva. Eles drenaram os pântanos de águas salobras e cultivaram a terra, fizeram um excelente trabalho de reflorestamento e com o aumento das áreas florestadas vieram as chuvas e surpreendentemente, após mais de 2700 anos, o deserto floresce exatamente como foi profetizado. Hoje Israel exporta flores para a Holanda que é o maior produtor de flores do mundo. Exporta frutos para vários países da Europa e é incontestavelmente uma potência em tecnologia agrária. (na foto o deserto de Negev em Israel)

Um Cálice de Tontear

A Bíblia afirma que Deus faria de Jerusalém (uma cidade sem nenhuma importância no cenário mundial naquela época) um cálice de tontear, uma pedra pesada para todas as nações e que todos que tentassem removê-la do seu lugar se feririam gravemente (Zacarias 12. 2,3,6,8 e 9). Isso soa familiar para você?

Lembram das guerras árabe-israelenses? Israel prevaleceu de maneira fulminante sobre um inimigo superior em número de soldados, armas e tem auto-suficiência para expulsar a todos os inimigos invasores (lembrar das guerras depois da criação do Estado de Israel, principalmente a Guerra dos Seis Dias em 1967 - foto).

Israel é uma democracia em um mar de ditaduras, um país cercado por visinhos que juraram exterminá-lo. Não, os árabes não intencionam implementar algum sistema de governo ou conseguir algumas terras para os Palestinos, mas terminar o que Hitler não conseguiu terminar com a sua proposta de uma “Solução Final”. Sim, o desejo declarado dos árabes é o extermínio de todos os judeus.

Armagedon

A história mais assombrosa de Jerusalém ainda está por ser escrita. O rápido desenrolar dos eventos no Oriente Médio aponta quase diariamente em direção ao Grande Final – o tempo de maior sofrimento para o povo judeu em torno do mundo, que terá seu clímax na terrível batalha do Armagedon e no retorno glorioso do Messias que resgatará Israel e reinará sobre o mundo a partir do trono restabelecido de Davi em Jerusalém (Zacarias 14.2-4).

Muito poderia ser dito, mas isso serve apenas como uma breve introdução à respeito das incontestáveis profecias cumpridas literalmente na existência do povo judeu.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Costumes Hebraicos

INTRODUÇÃO

Para tratar com todos os ''Costumes Hebraicos”, seria necessário começar com a chamada de Abraão. .
1.    A aliança com Abraão e os seus descendentes.
2.    A lei (Aliança Mosaica – condicional) (3 partes: moral,  cerimonial, social).
3.    O Sábado (sua origem, seu desenvolvimento, hoje em dia).
4.    O tabernáculo.
5.    Os sacrifícios.
6.    O sacerdócio.
7.    As festas (Bíblicas / Extra Bíblicas).
8.    O templo (os templos).
9.    A sinagoga.
10.  As divisões em judaísmo.
11.  A Bíblica.
12.  O Talmud (A Mishna, A Gemara, A Kabala)
Os “Costumes Hebraicos” que foram observados estritamente antigamente, passaram por várias modificações até que hoje em dia há uma grande diferença  na observação destes costumes.
Alguns Costumes Hebraicos em detalhes :
1)  O Sábado.
2)  A Circuncisão.
3)  Casamento
4)  As Leis Dietéticas (Kosher).
5)  Bar Mitzvah (Confirmação como filho da lei).
6) Símbolos de Judaísmo (Estrela de Davi, Tefillin, Tallith,  etc...).
7)  A Sinagoga.
8)  As festas de Israel (Bíblicas e extra-bíblicas).

1)  O SÁBADO
O que mais distingue Israel e o povo judeu das nações  é a observação de Sábado.
Então, o estudo de Sábado merece o mossa consideração. Vamos considerar a:
Sua Origem
A primeira menção de Sábado ou o sétimo dia  e acha em Gênesis 2:2 –3. A Bíblia nos ensina que Deus santificou o sétimo dia e descansou de toda a sua obra com Criador nesse dia. Então, é bem claro que Deus santificou o sétimo dia para comemorar sua obra de criação. Êxodo 20:11. O povos antigos tinham o costume de observar os sábados, especialmente em Babilônia. Eles observaram os dias 7, 14, 19, 21, 28 de cada mês. Até o rei não podia fazer certas coisas no dia que eles chamaram sabatu. Mas em babilônia foi ligado com astrologia mais do que qualquer idéia de agradar Deus. Dia 19 foi observado também porque  19 adicionado com os 30 dias do mês anterior em 49 ou 7 x 7 o número sagrado.
Sábado e a Nação de Israel
Conforme o ensino em Êxodo 16:23-29, o Sábado já era uma  instituição, pelo que, quando os dez mandamentos forma transmitidos, o Sábado não foi proposto como se fosse uma nova Lei
Embora que a idéia de observar os Sábados foi comum antes da Lei, eu orei – que os seu detalhes específicos foram estabelecidos pela primeira vez no – conteúdo da Lei que foi entregue no Sinai para Israel. É importante notar – que a Lei, inclusive o Sábado, foi dado só a Israel. Êxodo 20:8-11. Em hebraico a palavra Sábado é shabbat: e significa: Cessar ou Descansar. Era para ser principalmente um dia de descanso de todo o trabalho e de todo um dia dedicado a renovação Espiritual e Adoração a Deus. Isto era o propósito do Sábado. A próxima menção do Sábado se encontra em Êxodo. 31:12-18. Aqui, vemos a importância  do Sábado na vista de Deus. Deus obrigou Israel a guardar os seus sábados com pena da morte se profanarem. Era para ser sinal entre Deus e Israel e como uma aliança perpétua em suas gerações.
A ordem era guardar os sábados vem repetida muitas vezes no Antigo Testamento.
Levitico 16:31; 19:3 e 30; 23: 3,  11, 15-16 , 32, 38;  24:8; 25:2, 4, 8; 26:2, 34-35, 43; etc.
Será que Deus mataria alguém só por trabalhar um pouco no dia de Sábado? Vejamos o que aconteceu com um homem que violou o Sábado. Números 15:32-36.
O Seu Desenvolvimento
Os judeus observavam o Sábado de um modo geral. Não trabalhavam e dedicavam o seu dia para adoração do Senhor. Mas o descanso não era estritamente ou rigidamente observado. O povo viaja percorrendo a terra. Eles passavam sem as – restrições que vieram mais tarde. De fato a observação de Sábado degenerou tanto que foi um das maiores razões porque deus permitiu Nabucodonozor de atacar vencer Israel. (Jeremias 17:19-27).
Em Babilônia
Os judeus começavam a dar mais ênfase sobre o Sábado de que nunca. Alguém  tem uma idéia  sobre o porque? Respostas: Em Babilônia foram despojados de seu templo e dos sacrifícios e da sua adoração cerimonial. Surgiam homens, tais como Esdras e Neemias que queiram obedecer os preceitos de Deus. Os preceitos como circuncisão e o Sábado podiam ser observados. Sendo assim, é claro, o porque circuncisão tornaram-se os primeiros símbolos de judaísmo. Podemos ver um grande contraste entre os que foram levados em cativeiro com os que foram na terra em relação ao Sábado. Vejamos o que Neemias encontrou quando voltou a Jerusalém. (Neemias 13:15-22).
Em Jerusalém no tempo de Cristo.

Um sacerdote, ficando na torre do tempo tocou a trombeta como o sinal de cessar o trabalho e começar o Sábado descanso. Nas outras cidades, um judeu no teto da sinagoga tocou sua trombeta seis vezes!
A Primeira vez:  para os obreiros no campo ao redor de cessar os trabalhos.
A Segunda vez: as lojas na cidade fecharam-se.
A Terceira vez:  avisou as senhoras da casa para tirar as panelas dos fogões e – embrulhá-las para preservar a comida quente, e para acender as velhas no Sábado. Depois veio um intervalo e a trombeta foi tocada três vezes em sucessão,  rapidamente que significava o começo do Sábado. Não era lícito para o trombeteiro levar a sua trombeta em baixo. Havia de deixá-lo no teto até a cessão do Sábado.  
Na Idade Média (Medieval).
Durante esta época o Sábado foi uma ilha de descanso no mar de perseguições. Os judeus só tinham repouso e descanso no Sábado com sua família. Sexta-feira, cedo faziam uma limpeza da preparação para o Sábado. Usavam a mais bonita toalha sobre a mesa, e o melhor de tudo foi empregado naquela noite. Depois de jantar a família cantou z’miros – canções da mesa, honrando o Sábado, e compostas pelos poetas. Foi o costume de convidar uma visita para jantar especialmente um sábio que podia dar uma interpretação de um estudo na Tora. A comida mais providenciada era peixe ou ganso, bem temperado. Um tipo de pão especial foi feito para o Sábado, chamava-se challoth (challos) pão de Sábado.
Nos Tempos Modernos 
Foi introduzido o costume de Kabbolas Shabbot ou Saudação a Rainha que era o Sábado. Certos judeus piedoso se vestiram com a roupa mais fina que tinham e fizeram uma procissão  fora da cidade  para saudar o Sábado, cantando salmos e terminando com “venha a noiva, venha noiva!”. Um  dos mais famosos canções até hoje o D’choch Dodi que significa.... venha amigo encontrar a noiva.  (Foram  Kabbalistas que introduziram estes costumes). A Senhora da casa faz a cerimonia de ascender as velas, cobrindo os seus olhos com as mãos e recitando a bendição ou benção. O pai e os filhos cantam Shalon Alcichem. Como saudação aos 2 anjos que acompanham cada judeu da sinagoga até em casa. O pai recita ultimo cap. de Provérbios horando as esposa. O pai lia também o Tora, 2 vezes em    hebraico e 1 vez aramaico. Há uma herança popular que as almas em Genhenna recebam descanso durante o Sábado de mas quando o sábado terminar  precisam voltar a Genhenna. A maioria dos judeus pensam que  o descanso do Sábado rigidamente observado pelo Esdras e Neemias e outros foi preservado somente porque a circunstâncias eram favoráveis. Mas desde as modificações do século  19 foi impossível observá-lo rigidamente. Um judeu Sr. Hayyim Shaues, autor  do livro Jowish festival disso: as invenções revolucionaram comércio e industria numa maneira que transformou a vida econômica. Também a influência dos cristãos observando Domingo deixou com que os judeus não pudessem continuar observando Domingo deixou com que os judeus não pudessem  continuar observando o Sábado como antigamente. Somente os ultra-ortodóxos continuam tentando observar o Sábado rigidamente. Hoje em dia, a maioria dos judeus não o observe estritamente. Sr. Hayyim pensa que os judeus devem modificar as restrições, mais ainda continuar a observar o Sábado. Ele empregou a expressão, “precisamos por o novo vinho em garrafas velhas.” Conforme o ensino de Números 28:9-10, é o impossível até para os ortodóxos observarem o Sábado segundo a Lei. Não tem templo, nem o sacerdócio. Eles estão tentando observar o sábado como Talmud exige e não como a Bíblia. E a maioria dos judeus não conhecem nada do Talmud. O Talmud  dá 1.521 regras sobre o Sábado.
O ano júblilo teve início ao completarem 7 anos sabátisticos. (49anos). Levítico 25.
O número de 7 é sagrado e os rabinos falam em 7 milênios divididos assim:
1. 2000 de Adão à Abraão.
2. 2000 de Abraão a destruição do templo em 70.
3. 2000 da destruição do templo até a vinda do Messias.
4. 1000 e milênio sabático sob o reino do Messias.
Há uma coincidência com a esperança dos crentes !

Sábado x  Domingo

Sábado tem uma aplicação para crentes?
Domingo foi a invenção de um papa como alguns dizem?
Lembre-se da acusação dos fariseus contra o Senhor Jesus e os seus discípulos? (Mt 12: 1- 8).
A questão de sábado e a circuncisão e a lei é resolvida para o crente pelo ensinamento do N.T.  (Col. 2:11; 16-17; Galatas; Romanos).
1.   O sétimo dia comemora a obra de criação. (Gen. 2:1-3).
O primeiro dia comemora a obrada redenção. (Mat. 28:1-6)
2.   O Sábado era o sinal da aliança de Deus como o seu povo, Israel. (Êxodo 31:13)
Domingo significa a comunhão entre a Igreja e o seu Senhor ressurreto. (Atos 20:7) 
3.   A observação do Sábado foi obrigatória com a pena de morte. (Êxodo 31:14).
A observação do Domingo não é obrigatória, é voluntária.
4.     O Sábado era a parte essencial da dispensação da lei mosaica.
O Domingo e representativo da dispensação da graça.

É verdade que o rei Constantino  instituiu a lei de Domingo em 321 mas isto não muda o fato que os crentes desde os dias dos apóstolos já tinham observado o Domingo. Já pensou no problema dos hebreus cristãos em Israel. Sábado é o dia legal para descansar e adorar. Domingo é um de trabalho como qualquer outro. Vai condenar o hebreu cristãos por trabalhar Domingo  e adorar no Sábado?
 Qual deve ser nossa posição? Romanos 14:1-12  (vs. 5,6).

2) A CIRCUNCISÃO

Como no caso de observar Sábado, muitos povos antigos observaram também o rito de circuncisão. Em sua significação original pode ter sido uma espécie de reconhecimento religioso  associado  aos poderes da reprodução humana; parece ter servido também de distintivo tribal.
Essa é uma das muitas instâncias do método de Deus apropriar-se de uma prática, já existente, dedicando-a para Seus próprios propósitos. Porque  a circuncisão tornou-se uma  pedra de toque do judaísmo posterior.
Agora por diante nós vamos considerar a circuncisão só em relação ao povo de Israel. Vamos estudar:  

A História

Depois de concerto que Deus fez com Abrão, ele exigiu que todos os descendentes machos de Abrão fossem circuncidados. Era para ser o sinal da aliança entre Deus e Israel.   Até os forasteiros entre o povo foram incluídos. Se alguém desobedeceu foi cortado do povo de Deus por ter quebrado a aliança. (Gen. 17:9-14).
O mesmo capítulo registra a obediência de Abrão. Foi circuncidado, melhor circuncidou  assim mesmo e o seu filho, Ismael e todos os outros machos na sua casa. Abrão tinha 99 anos e Ismael 13 nos.  (Gen. 17:23-27).
No tempo de Moisés, depois da saída do Egito, Deus disse a Moisés que seria obrigatório observar a pessoas em todas as suas gerações. Deus esclareceu que ninguém pode comer a páscoa se não fosse circuncidado.  Mas escravos estrangeiros puderam se tinham sido circuncidados. No caso do escravo foi obrigatório mas o estrangeiro que era hóspede havia de escolher, não foi obrigatório. (Êxodo 12:42-48).    
Lembre-se que o costume de observar o Sábado foi posto ao lado pelos judeus durante a jornada no deserto. A observação de Sábado degenerou. Aconteceu também com o costume  de circuncisão. Mas ao entrar na terra prometida, Deus mandou Josué circuncidar todos que não foram circuncidados no deserto. (Josué 5:1-9).
Desde então hoje,  os judeus observam o ritual de circuncisão rigidamente. De fato, levaram em contemplo (desprezaram) os que não foram circundados.
Como podemos ver nas atitudes dos:
1.    Pais de Sansão.  Juízes 14:3.  
2.    Sansão mesmo.  Juízes 15:18.
3.    Jonatas. I Samuel 14:6.
4.    Israel em geral (Jerusalém). Isaías 52:1.
“Nenhum incircunciso entrará na cidade de santa”. Jerusalém no milênio?  
Existiam exceções entre o povo judeu. Por causa de perseguições e desprezos, alguns queriam desfazer sua circuncisão, por meio de um  operação cirúrgica.  Aconteceu sob as perseguições de Antíoco que prefigurou o anti-Cristo com a abominação de desolação.
Paulo avisou aos Hebreus  cristãos para não desfazerem sua circuncisão simplesmente por que tinham aceito Jesus. (I Cor. 7:18-19).

A CERIMÔNIA

A cerimônia em cortar e prepúcio com uma faca ou com uma pedra aguda. Normalmente pertencia ao pai da família fazer mas até uma mulher podia (como no caso da esposa de Moisés quando ele tinha esquecido de circuncidar o seu filho). Êxodo 4:24-26 ; Lev. 12:3.
Mas um gentio nunca pode, era de caráter estritamente religioso

O SIGNIFICADO

A corrupção de pecado geralmente manifestou-se com a degeneração na vida sexual . Então a santificação da vida foi simbolizada pela purificação de órgão sexual  pela qual vida reproduzida. Deus exigiu pureza entre e seu povo e circuncisão tornou-se o sinal externo da aliança entro Israel e Deus.
Figurativamente  falando, circuncisão simboliza a pureza de coração.  (Deut. 10:16; 30:6; Lev. 26:41; Jer. 4:4; 9:25; Ezeq. 44:7).
ENTRE OS JUDEUS HOJE
Borith Me’ilah – o pacto de circuncisão.
O pai da família não a faz hoje. Um homem chamado, o Me’el, especializado faz o rito da circuncisão. A pessoa que segura a criança durante o ritual é chamada o sandek  (god-father = padrinho). A criança é colocada numa cadeira especial a cadeira de Elias. A tradição é que assim a criança, será curada mais rápido. Todos ficam em pé durante o ritual. Depois há uma festa em casa. Se realiza ainda no oitavo dia.  Por que no oitavo dia? Porque Deus mandou! Sugestões: ligado com o número 7. Sete dias completos, o novo ciclo começou  com o oitavo dia e a criança entrou na aliança com Deus. Foi suposto antigamente que a criança não possuía sua experiência própria até no oitavo dia. Pessoalmente, creio que Deus tinha razão no sentido físico e também no sentido espiritual. (oitavo significa coisas novas, vida espiritual etc...). Cientificamente foi provado que no oitavo dia a coagulação é mais rápida.

CIRCUNCISÃO E A IGREJA

A epístola aos Gálatas nos revela que alguns judeus seguiam  o apóstolo Paulo em suas jornadas missionárias, cuja finalidade era par perverter o evangelho que Paulo pregava e pro os novos convertidos sob a lei de Moisés exigindo circuncisão. (Gal. 1:6-7). Os novos convertidos em Galácia estavam a insidiosa sugestão destes mestres judaizantes. Paulo escreveu a epístola para convencê-los da sua emancipação espiritual, e para enfatizar que fé em Cristo era suficiente para a salvação. A transição do judaísmo para o cristianismo foi um processo lento. Houve fariseus que creram  (Atos 15:5) e alguns desses ensinavam que, antes de um gentio poder tornar-se Cristão, era lhe necessário tornar-se primeiramente judeu, submetendo-se à circuncisão e observando a lei judaica, tanto moral como ritual. Paulo frisa de modo muito agudo que salvação é pela fé sem lei, sem circuncisão. Ele usa o próprio Abraão, como o crente típico, justificado, pela fé e não pela observação de regra qualquer. (Gal. 3:6-9) cf. (Rom. 4:1-14); (Gal. 3:17-19). Paulo apelou para que eles permanecessem na graça e na liberdade de Cristo. Ou a lei, ou Cristo não os dois. Como um mulher foi desobrigada da lei do seu marido por causa da morte, mesmo assim os crestes em Cristo já tendo morrido relativamente à lei, são desobrigados da lei. (Rom. 7:1-6). A questão foi tão que foi levada aos apóstolos em Jerusalém. Conclusão : os gentios não tem com a lei. (crentes). (Atos 15:1-21 e 28-29). Mas até eles não perceberam que nenhum crente (hebreu ou gentio) foi obrigado à lei.  Segundo o N.T. existe uma circuncisão cristã. Todos os crentes já são circuncidados. Foram circuncidados não fisicamente e sim espiritualmente quando arrependeram-se o receberam Jesus como o seu Salvador pessoal (Col. 2:11).
Vejamos o contraste: a circuncisão fisicamente representa o que nos aconteceu. A circuncisão física era um certo da carne: a circuncisão espiritual é da mesma sorte uma operação pela qual é cortada toda a natureza carnal, descrita aqui como o despojamento do corpo da carne. (Col. 2:11 cf. Rom. 6:3-4; ICor. 12:13). Aconteceu a nossa circuncisão Espiritual quando nos fomos batizados pelo Espírito Santo no corpo de Cristo. Um símbolo da nossa identificação com Cristo na sua morte, não seu sepultamento e na sua ressurreição é o batismo. (Col. 2:12; Rom. 6:3-4).

3)  CASAMENTO 
1.    A Lei civil do país deve ser observada em primeiro lugar.
2.    A cerimônia tradicional depois.
 
A presença de um Minyon (grupo de 10 judeus) é o mister. Isto é amaneira de enfatizar que o casamento não é importante só para a vida do casal mas também é considerado importante para a comunidade.Antigamente a comunidade ajudava generosamente para as coisas
materiais para os noivos.
Na época é licito escolher para si mesmo sua noiva ou noivo mas antigamente não era assim. Cabia aos pais escolherem. Lembrem-se os exemplos Bíblicos como no caso de Abrão, Isaque etc... (Gen. 24 e Gen. 28).
Os símbolos tradicionais ligados com o casamento são:

a. A Chupah:          
(em português chama-se pelos vários nomes tais como: pálio, dessel, baldaquino e pavilhão). Não sei qual entre eles é o mais comum mas vou chamar de chupah como a pavilhão. Os noivos ficam em pé sob o chupah durante a cerimônia.  Esse pavilhão é feito de material muito fino de alta qualidade. Simboliza real porque os noivos são considerados como rei e rainha no dia do seu casamento.

b. O Anel:    
Pode ser de ouro ou de prata mas deve ser muito simples. Simples para minimizar a diferença entre noivos pobres e noivos ricos. Tipicamente também a tradição judaica de igualdade. Na minha experiência já vi muitas senhoras judaicas usando os seus anéis mas também usando ao mesmo tempo anéis com muita jóias ou pedras caríssimas. Aparentemente, as judias não aguentavam ficar só com um anel simples. O anel simboliza a perfeição eterna. (Seja santificada a mim pela lei de Moisés e Israel).

c. O Documento do Casamento:
Depois de colocar o anel  é lido esse documento de casamento que se chama o Ketubah. É o contrato das obrigações  mutuais entre o casal.

d. O copo de vinho:
Os noivos bebam do mesmo copo no princípio da cerimonia e mais uma vez no fim. Antigamente usavam dois copos. O primeiro para simbolizar a vida de alegria, e o segundo significava a vida de sacrifícios. Bebendo juntos significava o destino comum do casal.  

e. Quebra do copo:A cerimônia está concluída quebrando o copo. O noivo quebra o copo pisando nele. Simboliza várias coisas:
1.       Faz lhes lembrar a destruição do templo.
2.       Faz lhes lembrar que a vida é frágil e transitória.
3.       Foi também para assustar os espíritos malignos, expulsando-os porque demônios tem ciúmes de qualquer alegria humana.
f. A benção sff. Benção sacerdotal:
Essa benção profunda se encontra em Números 6:24-27.
“O SENHOR TE ABENÇOE E TE GUARDE: O SENHOR FAÇA RESPLANDECER O SEU ROSTO SOBRE TI, E TENHA MISERICÓRDIA DE TI: O SENHOR SOBRE TI LEVANTE O SEU ROSTO, E TE DE PAZ.” 
 g. Os hospedes:
Tradicionalmente, era obrigatório para o hospede cumprimentar o noivo dizendo-lhe que ele escolheu uma noiva belíssima. Os rabinos ficavam perturbados, porque se essa descrição não podia ser aplicada, isto é se a noiva era feia mesmo, então os hospedes seriam culpados de testemunhas falsas violando a lei de Moisés. Tudo foi resolvido quando esses sábios concluíram que todas as noivas pudessem ser consideradas lindas e nos olhos do noivo dela sempre é a mais belíssima.
h.  Divórcio:  
É raro entre os judeus. Eles dão muito ênfase sobre a unidade da família. Mesmo assim, conforme as leis judaicas se o divórcio for necessário será fácil obte-lo. De fato, o Talmud diz que pode divorciar-se de sua esposa se ela queimar o jantar. Mas continua dizendo que: “Se existe tão pouco entendimento e compreensão entre o casal que uma carne queimada leva tal importância então significa que já exista uma incompatibilidade básica. Na tradição judaica é considerado maior mal criar crianças num lar sem amor de que a necessidade das crianças enfrentarem o divórcio dos seus pais.

Chanukah Habbayth :   (Dedicação da casa).
Isto é um costume,  que era observar sempre, mas que hoje em dia está sendo observados por poucos porque hoje muitos já abandonaram. É uma cerimonia pela qual a vida judaica começa num lar. Os recém casados colocam a nezuzah na porta com orações e bençãos pronunciadas.
A Nezuzah : 
É um oramento colocado no batente da porta de acordo com Deuteronômio 11:20, “E escreve-as nos umbrais de tua casa e nas tuas portas”.
As duas primeiras partes de “Shema”  que é Deut. 6:4-6  e 11:13-20. São escritas em Hebraico num pedaço de pergaminho, que então é enrolado e colocado em um recipiente de metal ou de madeira. É posto numa posição inclinada ao lado direito da porta dos lares dos judeus. A palavra  “Shaddai” ; está escrita no outro lado do pergaminho, e a letra “Sheen”  em Hebraico apareça através  da pequena abertura na Nezuzah.  A Nezuzah simboliza a família judaica e a sua lealdade a lei de Deus. Judeus piedosos tocam os sua lábios com o seu dedo e depois a Nezuzah quando entrarem ou saírem da porta.  A Nezuzah tornou-se um símbolo do lar judaico e um sinal da presença de Deus na casa. Infelizmente, a Nezuzah tem se degenerado num mero amuleto. Vejamos  em  Jeremias 31 33; Ezequiel 11:19-20 que desejo de Deus  que o seu povo escrevesse as leis nos seus corações. Um mero amuleto fora da casa nunca pode agradá-lo.

4) Kashrus (Kosher: A Lei Dietética).

Essas leis são baseadas em Lev. 11. Mas as regras talmúdicas vão muito além  do ensino do Torah. (Como sempre).
1.    Os animais precisam ser matados de uma maneira muito especial.

Um especialista, chamado Shochet, que é um profissional, usa uma faca de certa, medida, bem afiada para evitar crueldades e para que o sangue possa drenar ou esgotar mais rápido. Porque conforme o ensino do A.T. não era lícito comer carne que ainda continha sangue. Então, é preciso saturar a carne em água por uma hora e depois por mais meia hora em água salgada.

2.    Os dois jogos de louças.

Não é permitido comer produtos de leiteria até seis horas depois de comer a carne. Isto é baseado numa interpretação (errônea) de Êxodo23:19 ;  34:26 ;  e Deut. 14:21. É necessário usar um jogo de louças para carne e outro para produtos de leiteria.  

Lev. 11. Registra as verdadeiras leis dietéticas que Deus  deu a nação de Israel naquela época.  Os rabinos de hoje acre ditam que essas leis eram  temporárias (com a exceção dos ortodoxos). Foram dadas porque a nação não tinha meios de refrigeração. Quer dizer foi por razões higiênicas. 

Qual é nossa  posição como crentes? Somos obrigados a observar Lev. 11? Pessoalmente, creio que os rabinos tem razão para dizer que essas leis foram temporárias. Porque, originalmente, a raça humana não recebeu ordem de recusar comidas.
Essa ordem não veio até depois e como lei foi dada aos Israelitas. Lembrem-se que faz parte da lei mosaica que também era temporária.
No certo sentido Deus estava fazendo lições ao seu povo, lições de objeto. Mostrou-lhes que deviam fazer diferença entre carne Kosher (limpa, pura) a carne treyfah (impura), ou  melhor proibido. A carne kosher representa o que é bom, enquanto a carne treyfah representa o mal.  Infelizmente muitos judeus ficam satisfeitos observando ao pé da letra adicionaram leis que Deus nunca lhes deu.   
Vejamos o que o Senhor Jesus disse aos fariseus (Marcos 7: 1-23) Mostrando-lhes claramente que a impureza da vida não tem nada a ver com a comida. Pode comparar Atos 10:9-10; onde Deus exigiu (numa visão) que o Apóstolo Pedro matasse e comesse animais proibidos antigamente. Foi para ensiná-lo que ele não deveria ficar com preconceitos contra os gentios. O Apostolo Paulo nos ensina em Rom. 14; a atitude que crentes devem manter neste sentimento. Devemos Ter  tolerância com irmãos cujas  convicções são diferentes do que as nossas.  A convicção de Apostolo Paulo era: “Eu sei, e disso estou persuadido no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma impura, salvo para aquele que assim a considera; para esse é impura !” (Rom. 14:20; I Tim. 4:3-4).
Pois bem. Essa idéia do dois jogos de louças é uma invenção dos rabinos baseado na mal interpretação dos seguintes versos: Exo. 23:19;  34:26; Deut. 14:21). Estes trechos. “Não o cabrito leito da sua própria mãe.”
Os rabinos concluíram que este versículo significa que carne e leite na mesma louça não seria lícito. É meio difícil compreender sua interpretação. Pra mim, o verso simplesmente está dizendo que eu não devo matar um cabrito que ainda está alimentando-se  da sua mãe. Que quer dizer não chegou a idade de ser sacrificado. Ou que seria melhor não cozerá o cabrito no leite da sua própria mãe. Ouviu falado também, que os pagã praticavam cozinhar um cabrito vivo elite da sua mãe ! E a advertência é que o povo Deus nunca pode imitar tal coisa. Seja qual for a interpretação certa, creio que a idéia de dois jogos de louça é longe dela!

5) Bar-Mitzvah  (Filho da Lei o Mandamento)

Estes costumes é observado pelos ortodoxos e conservadores. Quando um menino chegar ao seu décimo terceiro aniversário, é considerado qualificado a ser Bar-Mitzvah.
Desde então é considerado responsável  perante a lei pelos seus atos e pelas suas obrigações religiosas. Nos Sábado (antes ou depois) do seu aniversário, o menino é chamado na sinagoga ao altar para ler um trecho da Torah em hebraico. Conforme a tradição, era necessário para o Bar-Mitzvah. dar um discurso Talmúdico. Hoje  em dia, é apenas necessário afirmar sua intenção de seguir judaísmo e declarar sua intenção de estruturar Torah.Depois da cerimônia na  sinagoga, realiza-se uma festa em casa. O menino receba muitos presentes dos pais e dos parentes e amigos. A origem deste costume é recente. Não passa 600 anos. Originou-se na Europa. Não é Bíblico. Recentemente, nos últimos 20 anos os reformados e alguns conservadores introduziram o  costume de Bar-Mitzvah.  (Filha  de mandamento) mas meninos e meninas fazem sua “confirmação”, quando tiverem 15 ou 16 anos, em grupos.
Netilat Yadayim (Lavagem das mãos).
Judeus piedosos lavem suas mãos várias vezes durante um dia. Lavem-nas ao acordarem, antes e depois das refeições e antes das orações.
Responsabilidades dos Pais.
A Mulher (bath habbayith) é responsável para ascender as velas nos sábados e nas festas. Ela precisa orar e pronunciar bençãos na hora. Ela é responsável também para manter a casa. “kosher”. O pai, (Baal Habbayith) tem responsabilidade principalmente na sinagoga. Mas, também é responsável para a educação da sua família. Deut. 6:4-9. 

6) SÍMBOLOS

Há vários símbolos usados em judaísmo. Seria bom para crentes aprenderem quais são estes símbolos e o significado deles para que pudessem usá-los  como um ponto de contato ou método de aproximação.
 1. A ESTRELA DE DAVI (MÔGEN DAVID).

A estrela de Davi talvez seja o símbolo mais conhecido. Ela é usada na Bandeira Nacional de Israel. Também se encontra nas sinagogas. Ë muito comum ver judias usando a estrela na correntinha do pescoço. As vezes, judeus usam a estrela num alfinete de gravata.

A estrela tem dois triângulos entrelaçados. Um triângulo aponta para o céu e outro para a terra. Então, é uma estrela de seis pontas.

Sua origem é obscura. Um rabino  diz que originou em Europa á 300 anos atrás. Afirma também que não é símbolo sagrado ou religioso apesar da idéia que era o símbolo  no escudo do rei Davi. Tornou-se muito popular na Europa. E os nazistas exigiram que todos os judeus usassem este símbolo como “um emblema de vergonha” . Facilitou a captura dos judeus quando nazistas queriam prende-los . Os judeus não deixaram de usá-los nos seus braços. Para eles era “um símbolo de orgulho” e é até hoje .

Mesmo que os rabinos modernos afirmam que a estrela não tem nenhum significado religioso os hebreus cristãos vêem nela um significado muito interessante. Para eles a estrela representa o Deus Triuno e os homens nas suas três partes, corpo, alma e espírito. O triângulo voltado para terra, representa a Trindade pegando há outro triângulo que representa os homens e levando-os para o céu !

2. TEFILLIN   (FILACTÉRIOS)

Jesus menciona o uso de Tefillin em Mat. 23:1-5. Mas ELE disse que os costumes tornam-se mero símbolos de orgulho dos fariseus.

Os Tefillin  consistem em duas caixinhas de cor preta, e de uma ou duas polegadas quadradas com correias de couro segurando-as. As caixinhas contem pedaços de pergaminhos inscritos com versículos de Torah em hebraico.  Os trechos são os seguintes: Exo. 13:1-16 ; Deut. 6:4-9 ; 11:13-23 ; que proclamam a unidade de Deus, Sua providência e a restauração de Israel.

Ortodoxos  e Conservadores usam os Tefillin  todos  os dias úteis  nas suas orações de manhã. Não são usados nos sábados.

Motivo de Tefillin? Para remover as distrações mundanas quando está preparando-se para orar. O trabalho de colocar as caixinhas no braço esquerdo e na testa exigia concentração.

Uma caixinha colocada no braço esquerdo é mais perto do coração simboliza os laços de emoção da sua fé, enquanto a caixinha colocada na testa simboliza a aceitação intelectual  da Palavra de Deus. Um rabino disse que tudo mostra a consagração do nosso coração e das nossas mãos a vontade  de Deus.
3. TALLITH   (SHALE DE ORAÇÃO).
 O shale de oração é usado pelos ortodoxos em obediência a Lei Bíblica. É feito de tecido  de soda ou lã. É branco e azul que são as cores de Israel. O shale ou tallith  tem franjas nos quatros cantos  ou bolas chamadas, “tsitsis” conforme o ensinado Torah. (Números 15:37-40; Deut 22:12). Os judeus usam o Tallith nos cultos da manhã só. Geralmente, o judeu o seu tallith no dia do seu Bar-Mitzvah. Algumas congregações ortodoxas, entretanto, concedem o tallith só no dia do casamento. Originalmente, tallith era um símbolo de distinção, reservado pelos rabinos e escolares ou anciões. Hoje em dia, é símbolo de igualdade. Os judeus piedosos usam o tallith como mortalha e não sepultados nele.
4. YARMULHER  (BOINA).
Os ortodoxos usam o yarmulkeh ou um chapéu sempre e não só durante as orações. O conservadores usam yarmulkeh  só nos atos de adoração. (orações e cultos). Os reformados, geralmente, não usam nos seus cultos. Não é bíblico e sim apenas tradição. Os rabinos tem opiniões diferentes em relação a origem de uso só yarmulkeh . Um diz que originou em tempo antigo simplesmente como proteção contra o sol Jerusalém. Mas o mesmo rabino diz: que arqueologia nos revela o que os judeus antigos não usavam chapéus ou yarmulkeh  quando oravam. Em fim o yarmulkeh  tornou-se um símbolo e reverencia.
Conforme o ensino do N.T. sabemos que é vergonha para homens orar ou pregar com a cabeça coberta e ao contrário para as mulheres. (1 Cor. 11: 1-5). Tradução de 300 anos aproximadamente. 

5.  A  MENORAH  (O CANDELABRO, CASTIÇAL).

O uso deste símbolo é baseado em Êxodo 25:31-40 e 37:17-24.
A passagem que o candelabro ou castiçais foi feito para ficar no tabernáculo. Este trecho nos dá uma direção do candelabro. Tinha que ser:
1.       Um pedestal.
2.       Uma haste principal.
3.       Seis haste saindo da haste principal; três de um lado e três do outro.
4.       Tem flores, cálices e maçanetas.
Mas tudo foi feito de uma peça só de ouro batido.
Hoje em dia, os menorahs que se encontram nas sinagogas não tem sete hastes conforme o ensino de alguns rabinos. Tem ou seis ou oito mas não sete. Porquê? Para lembrar a importância do tabernáculo e do tempo, os judeus resolviam não o candelabro exatamente como era antigamente. Isto é para mostrar o seu respeito do original e para honrá-lo.

Judaísmo usa um outro candelabro especial que tem nove hastes. Uma delas é serva para as outras. Esta peça usada sempre na festa de Chanukah.     

7) A SINAGOGA

A palavra em grego é “sunagoge” e significa “ajuntamento de Povo”.
E o chefe  da sinagoga em grego é “archesunagoger”  Até nos últimos vinte anos a palavra sinagoga denotava a casa de oração, para os judeus ortodoxos  enquanto a palavra templo significava a casa de oração dos judeus reformados. Mas hoje, em dia, pelo menos E.E. U.U. essa distinção não se aplica mais. As vezes, conservadores e reformados empregam a palavra sinagoga e as vezes conservadores usam a palavra templo.
a. A Origem da Sinagoga
A origem das sinagogas é obscura. Alguns pensam que teve sua origem no tempo de Moisés, mas não há provas. Outros pensam que a sinagoga originou no tempo do cativeiro  em Babilônia sob a liderança de Esdras. Isto é razoável porque estava fora do seu pais e do seu templo por 70 anos. Temos certeza absoluta que muitas sinagogas existem antes a destruição do templo em 70 D.C. por que há muitas referências no N.T. (Marcos 1:21;  6: 2 Lucas 4:16-31;  6:6;  13:10 etc.)

b. A função da Sinagoga
As sinagogas foram fundadas por vários motivos. Os motivos na ordem da sua importância são:
         
a. Casa de instrução e educação religiosa.
b. Casa de oração.
c. Casa de adoração.
d. Casa para funções da comunidade judaica.
e. Casa de atividades para a mocidade.

c.  A Descrição do Interior da Sinagoga.

1.   A Santa Arca: (Aron Há-kodesh) que é sempre colocada dentro de (Mizrah) que é parede para o lado leste na direção de Jerusalém.

2.   A Sefer Torah: (0 Rolo da Lei) Este rolo de pergaminho está escrito a mão e fica em pé dentro da Santa Arca. A Sefer é tirada e lida em todas as ocasiões religiosas que exigem a leitura como: nos sábados e nas Santas Festas. 

3.   A Cortina: (Paroket) que é a cobertura da arca. Isto é para continuar o costume de ter a cortina divido o Santo dos Santos do Santo Lugar no Tabernáculo.

4.  Tabelas da Lei: (Luhot) Um desenho das tabelas fica na parede sobre a Arca. Isto simboliza o conteúdo da Arca. 

5.  A coroa da Torah: (Keter Torah) De todas as coroas que existem no mundo a Coroa da Torah e a mais nobre. Para simbolizar isto, o rolo Da lei é coberto com fino veludo e as coroas são de prata.

6.  A Árvore da Vida: (Ez Hayim) Isto é como o nome dado aos cabos do rolo da lei. São feitos de madeira. Recebeu esse nome por causa de madeira. Recebeu esse nome por causa de expressão: “Ela (A Lei) é uma árvore da vida para todos que a segura.”

7.  O Apontador: (Yad) Este apontador é feito d prata e é usado pelo leitor das escrituras como um guia.

8.  A Luz Perpétua: (Ner Tamid) desde os tabernáculos até a sinagogas de hoje. Essa lâmpada que é suspeita sobre a arca. Simbolizada a Eterna fé  de Israel (conforme a opinião deles). É suspeita Sobre a arca para mostrar a dependência dos judeus sobre a lei.

9.   A Bima: (púlpito) simboliza o altar o fica em frente de arca. É na bima que os judeus oram e pregam as escrituras.

10. O Siddur: (Livro de oração) este livro contém todas as orações diárias, e para e as festa e aos sábados em ordem. Existe em outro livro de oração chamado o kolbo que contém todas as orações judaicas que existem.

11. Liturgia:

 
1.    Orações: começaram com o “Shema”  (Deut. 6:4-9; 11:13-31; Num.      15:37-41) o judeu piedoso recita o shema três vezes por dia. É considerada oração mais importante. As 18 bênçãos:  “Shemeneh Esreh” E Também chamado  “Amidah” pelo Sephardin porque significa “Em Pé”. Essas orações tem três ênfases, a glória de Deus, a esperança individual e coletivamente, e a gratidão pelas bênçãos já recebidas. As 18 benções são repetidas pelo Cantor ou Chazan para que a congregação não perca-as. É chamado  “Hazrat há-shaz” que significa: Repetição pelo representante da congregação.
2.    Leitura da Torah: A cerimônia de leitura começa quando alguém é chamado na frente para abrir a arca. Depois de uma oração, a arca é tirada e dada para o cantor (hazzan). Então, mais alguém é chamado na frente, chama-se “Aliyah” Essa honra é oferecida primeiramente a um “Cohen” (descendente dos sacerdotes dos sacerdotes). A segunda  “aliyah”  é oferecido ao “Levi”. As outras aos israelitas. Geralmente tem 7 “aliyahs” (chamadas para ler a Torah).
3.    Leitura da Haftorah: Isto é leitura da porção profética.  
4.    Benção sacerdotais: é chamada “Birita Kohanim”  orações pronunciadas pelos homens com o sobrenome, "Kohein” .
5.    A Volta de Torah para a Arca: Quando tirarem o Torah e quando é retornada a congregação canta e faz uma processão. Alguém é chamado e honrado com a tarefa de por a Torah na Arca.
6.    O Sermão: é pregado depois que o Torah é colocado na Arca. O sermão é chamado “Derashah” e deve ser uma interpretação da Lei, aplicada aos problemas de hoje.
7.    Musica: Por quase 500 anos depois da destruição de Jerusalém em 70  D.C. houve uma ausência de música para lamentar a destruição. No século 19 as sinagogas iniciaram de novo, na Europa. No século 20 algumas sinagogas usam música mas os ortodoxos continuam sem.

12. Os oficiais : (Rabinos)A Palavra significa “Professor ou mestre”. Antigamente um homem foi designado “Rabi: pelo outro “Rabi” de fama. Hoje em dia é necessário a sua formatura num “Yoshivah” (seminário teológico judaico).para ser digno deste cargo, o homem deve mostrar sinceridade e motivos, erudição judaica e ordenação.

Deveres: O rabi não pode ser casado, mas deve ser. Hoje em dia, o seu trabalho é bem semelhante a de um pastor . El é responsável para os cultos, para pregações para as cerimônias de nascimento, confirmação, casamento e morte, e para ser um guia espiritual.

O Cantor: (Chazen ou Hazzan) Ele é quase igual ministro de música com a exceção que deve ter uma voz treinada profissionalmente. Ele dirige o coro, lidera as orações que são entoadas. Ele prepara os candidatos para “Bar-Mitzvah” . Também tem, as vezes, algumas funções administrativas.

O Leitor  Perito: (Baal kore) Ele é um técnico que a Lei as Escrituras cuidadosamente e com as intenções próprias.        

O Leitor  Perito de Orações: (Baal Tefillah) Ele é um leigo e não foi treinado profissionalmente. Ele guia congregações em suas orações.
  
O Representante da Congregação em Oração: (Sheliah Zibbur) Ele responde para a congregação em suas orações.

O Zelador: (Shammash) Ele é responsável para os parafernais religiosas, a distribuição dos livros de oração e os shales de oração (tallith) etc...
13) LIVROS SAGRADOS Conforme alguns rabinos não existem  (em um livro só) todas as leis que comprometeram os judeus. O livro que tenha mais perto é o “Shulchan Aruch”. Foi escrito, no século 16, pelo Sr. Joseph Caro.
1. Shulchan Aruch: (Século 16). Este livro contém todas as leis básicas e é aceito pela maioria dos ortodoxos. Porem, todos os ortodoxos o consideram  representante de toda a lei. Que deve incluir todos os códigos, e comentários as emendas, as respostas rabínicas em relação aos problemas da vida. Os reformados não aceitam o Shulchan Aruch e os conservadores já tem abandonados muitos ensinos neles. (O rabi, Morris Kertzer disse: “Até a Bíblia não pode ser considerada a regra da pratica religiosa imutável...muitas leis Bíblicas já foram reinterpretadas fora da existência...neste sentido, a lei rabinica e a bíblia não são idênticas.”) (What is a Jew p.75). 

2. Os Talmuds: A palavra, Talmud significa “instrução”. Os Talmuds soa produtos de muitas gerações começando (conforme a tradição) com Esdras e sendo completados no ano 600 D.C. em Babilônia. Quer dizer levou mais ou menos 1000 anos para faze-los.
A.     A Mishna: Foi o primeiro comentário sobre a Lei (Pentateuco) também conhecido como “Halakah” que significa “linha de conduta” ou “regra religiosa”.
B.     Gemera: foi um comentário sobre a Mishna para explicá-la. A Gemera contém muita discussões, decisões e debates dos rabinos e escribas sobre o (Pentateuco) e a Mishna. Gemera  significa “completa”.
C.    Hagadah: a palavra significa “narração ou história”. Hagadah não é um livro em si apenas todas as partes de Halakah e Gemara que em homilias, narrações humanisticas.
D.    O Talmud: então, é composto destes três: A Mishna, Gemera, e A Hagadah
Existem dois Talmuds:
1. Talmud de Palestina também é conhecido como Talmud Jerusalém completado 400 D.C.
2.   Talmud de Babilônia completado 600 D.C. o mais importante. 
O mais importante é o Talmud Babilônico tendo quase 2,500 páginas e é o Talmud de hoje enquanto o Talmud Jerusalém é bem menor e mal conhecido.
O Conteúdo de Talmud.
Contém: ética, leis, poesias, orações, rituais, sermões, folclore, lendas, comentários de escrituras e teologia. O Talmud pode ser considerado como uma enciclopédia de uma época do povo judeu.

14) O CALENDÁRIO

O Ano Lunar:  354 dias, e aproximadamente 8 horas – Luah (10 dias e 21 horas mais curto que o ano solar. Cada 3 anos, adicionam mais um mês).

Conforme o calendário judaico estamos vivendo no ano 5,731 (até Maio de 1971). Porque o seu calendário é baseado no sistema lunar e não solar. Segundo o sistema lunar um ano contém ou 355 ou 354 dias, enquanto o sistema solar tem ou 365 ou 366 dias.

As festas religiosas sempre caem nos dias conforme o calendário judaico, mas há sempre uma variação no calendário solar ou Gregoriano.

O dia judaico começa ao por do sol e termina no mesmo no próximo dia. O ano contém 12 meses, com e uma exceção do ano bissexto. Em cada 19 anos, eles tem 7 anos bissextos.

Os nomes de meses são de origem Babilônica:

1. Nisan  / Abril.     (início do ano novo agrícola) criação do mundo.
2. Iyar / Maio.
3. Sivan / Junho.
4. Tammuz / Julho.
5. Ab /  Agosto.
6. Elul / Setembro.
7. Tishri / Outubro. (o ano religioso) saída do Egito.
8. Cheshvan / Novembro.
9. Kislev /  Dezembro
10. Teves /  Janeiro
11. Shebat / Fevereiro
12. Adar / Março.
 (Segundo Adar) / (Ano bissexto) “Veadar ou Adar sheni”  “Ibbur”
Segundo a tradição judaica, o primeiro era o ano da criação mas judeus modernos dizem que era o primeiro ano da civilização e não da criação.
Nos E.U.A o calendário judaico é preparado com o horário de ascender as velas nos sábados. Porque há uma variação nos horários em cada cidade. E também o horário é diferente cada Sábado.
Rosh Hashanah: é o ano novo 1 de Tishri é designado como novo ano religioso (Setembro). 1 de Nisan é o começo do ano novo, ano civil ou agrícola (Abril) Lev. 23:24 / Exo. 12:1-2.

Conforme a tradição judaica, o mundo foi criado no ! de Tishri.

Tekiat Shofar: é literalmente tocando no chifre do carneiro. O dia de Rosh Hashanah é um muito sério na religião judaica. É considerado como um dia de julgamento quando Deus julga Israel e os povos. É celebrado dois dias e também o consideram um dia de renascença espiritual.
Segundo uma tradição rabínica Deus ordenou que Israel tocasse ou trombetas ou chifres do carneiro pelas seguintes razões: 
1.    Para chamar o povo ao arrependimento.

2.    Para fazer lembrar o próprio Senhor que Ele fez uma aliança com Israel dando muita promessas para a semente de Abraão. (um meio de pedir misericórdia enfim).
3.    Para confundir satanás neste dia porque os rabinos pensavam que ele ia acusá-los neste dia.
O chifre usado no dia de Rosha Sahanah é o chifre de carneiro para trazer a memória do Senhor o sacrifício de Isaque pelo seu pai Abraão. Também um pedido para misericórdia.  

8) AS FESTAS DE ISRAEL

As 3 festas maiores, celebrados anualmente em Israel: Exo. 23:14; 34:23; Lev 23; Num. 29;  Deut. 16.
a. A Páscoa e a do pães asmos  /  Pesaeh
b. A festa da Sega (Colheita)   / Shavuót 
c. A Festa dos Tabernáculos   / Sucót
Existem outras festas, conforme o ensino Bíblico. Devemos estar as festa de Israel detalhadamente, lembrando que há um observação Bíblica mas também há certas modificações na observação delas entre os israelitas de hoje. Além disso existem certas festas que devem se consideradas como “extra Bíblicas.”
A)  PÁSCOA CONFORME A BÍBLIA
A instituição da Páscoa está registrada no livro de Exo. 12:1-20. Foi instituída no dia 10 de Nisan até dia 14 e no dia 14 a dia 21, observaram a dos pães asmos.
1. Um Cordeiro: Exo. 12:3-4
Deus lhes deu a ordem para sacrifica e um cordeiro. Um por cada família ou se a família for pequena o cordeiro poderia duas famílias.
2.  A Condição do Cordeiro: Exo. 12:5
a)  Havia de ser macho de anos.  b) Havia de ser sem defeito.
3. O Cordeiro foi guardado até o dia 14: Exo. 12:6 parte a.
4. O Cordeiro havia de ser imolado no crepúsculo da tarde: Exo. 12:6 parte b.
5.  Os Israelitas haviam de colocar o sangue do cordeiro em ambas as ombreiras e na verga da porta. Exodo. 12:7.
6.  Os Israelitas haviam de comer carne assada no fogo, pães asmos, e ervas amargas naquela noite.  Êxodo 12:8
7. Outras instruções a cerca de comida e a festa dos pães asmos.  Exodo 12:9-20.
Infelizmente, os israelitas não guardavam a páscoa como foram mandados. A Bíblia registra 5 eventos da observação da páscoa:
1.   No Egito quando a festa foi instituída  - Êxodo 12:1-20.
2.   Observada por Salmão - II Crônicas 8:12-13.
3.   Observada por Ezequias - II Crônicas 30.
4.   Observada por Josias  - II Reis 23:21-23 cf. II Crô. 35:1-19.
5.   Observada pelo Messias, Jesus Cristo - Lc 22:1-20; Mt 26:17-19.
6.   Cristo é a nossa Páscoa  - I Coríntios  5:7-8.

A OBSERVAÇÃO DA PÁSCOA DE HOJE EM DIA
Houve tantas modificações na observação dessa festa que tecnicamente falando os israelitas não observando a páscoa e sim a festa dos pães amos. Até que eles observam a festa no dia 15 até 22 de Nisan. A festa é celebrada por 8 dias.
Israelitas usam um livrinho que contém a ordem de serviço que deve ser observada na noite de páscoa, chama-se “HAGGADAH SHEL PESSACH” (A NARRATIVA DA HISTÓRIA DA PÁSCOA). Para Israel é a história ou declaração da sua independência. Este, “Culto em Casa” chama-se o “SEDER” . (Ordem de serviço).
O festival de páscoa (pesach) começa na véspera de 15 de Nisan (Abril) e dura 8 dias
Na noite do dia 14 o chefe da família faz uma procura diligente na casa com uma vela na mão. Está a procura de “chametz” (levedura) porque não é licito Ter leveduras na casa durante esses 8 dias. Essa procura chama-se “Bedikat Chamatz”. De fato, a senhora da casa fez uma limpeza espiritual durante o mesmo dia e a casa é muito limpa. Porém, ela deixou de propósito alguns miolos de pão para ele achar. Os miolos de pão são embrulhados e queimados na manhã seguinte. Essa cerimônia é chamada de “Biur Chametz”. Ele era depois pedindo que Deus lhe perdoe se houver uma levedura que não foi achada.
Tecnicamente falando não é licito nem possuir alguma levedura durante pesach não só simplesmente limpar a casa. Então, judeus piedosos que são donos de lojas que vendem produtos de leveduras devem desembaraçar-se delas. Por isso inventaram uma cerimônia chamada: “Meekirat Chametz”.  (A venda de levedura). O judeu piedoso deve vender sua possessão de leveduras para um gentio. A transação é feita na presença de um rabino, geralmente, mas a possessão ‘devolvida depois do Pesach.  Na noite de páscoa, o pai volta da sinagoga para sua casa decorada para a festa. A família está vestida com a sua melhor roupa. A mesa está preparada em todos os símbolos tradicionais de pesach. A casa é bem iluminada para comemorar o fato que as casas dos seus antepassados tinham luz enquanto as dos egípcios estavam em trevas durante a nona praga. Exo. 10:21-23.
OS SÍMBOLOS NA MESA
1.  O Copo de Água Salgada: simboliza o Mar Vermelho e também as lágrimas dos seus antepassados quando eram escravos.
2.  Os Três Matzos: (pães asmos) cobertos com uma toalha branca, Lembrando aos pães asmos originais.
3.  4 Copos de Vinho Vermelho: simboliza o sangue do cordeiro.
4.  O Copo de Elias: Um copo de vinho é reservado para o profeta Elias. Também uma cadeira e a porta aberta para sua vinda. Existe uma tradição rabínica que Moisés virá na noite de Pesach. Isto simboliza a esperança dos Israelitas. Será que ele virá nesta noite? Tomará o vinho? Anunciará a chegada do Messias?
OS SÍMBOLOS NO PRATO DE PESACH
1. Um ovo: (o ovo cozido simboliza o sacrifício do cordeiro inteiro sem quebrar um osso do cordeiro).
2. Um osso: (simbolizando o cordeiro que não pode sacrificar sem o templo).
3. Charoseth: (uma mistura de maçã moída, nozes e vinho) simboliza a mistura usada para fazer os tijolos para Faraó.
4. As amargas: (ervas amargas significa geralmente vida amarga no Egito).
5. Os verdes: (provavelmente significa rábano silvestre). (rabanete silvestre).
O Sábado antes da páscoa chama-se “os sábados  há-gadel”  ou “o grande sábado”.
Os israelitas tem um culto em casa chamado “O Seder” (ordem de serviço) que já tinha mencionado. O seder se encontra no livro “Haggadah Shel Pesach”. A ordem de serviço é o seguinte:
1. Kaddesh
2. Rachtza   
3. Yachatz           
4. Maggid  
5. Motze-Natzah 
6. Maror 
7. Korach
8. Shulchan Aruch
9. Tzafon (Aphikomem)
10. Berech
11. Hallel
Explicação do Seder
1. Kaddesh: (Oração de Santificação). Encher um copo de vinho (da redenção) “Abençoados és Tu, Jeová, nosso Deus, Rei do Universo, que criou o fruto da videira. Abençoado és Tu, ó Jeová, nosso Deus, que escolheste nos de entre todos os povos, e nos exaltastes de todas as línguas e nos santificaste com teu mandamentos, etc... Abençoado és Tu, Abençoados és Tu, Jeová, nosso Deus, Rei do Universo, porque preservaste vivos e nos sustentaste e nos trouxeste até está época de férias”. (Então todos tomam o primeiro copo de vinho).
2. Rachtza: (Lavagem das Mãos). Para qualificá-lo como sacerdote da ocasião, o chefe da família veste-se de um “Kittel” (um manto) e um “yarmulkeh”. Depois ele reclina num leito preparado.
3. Carpas: (Salsa, os Verdes). Salsa é distribuída entre os participantes. O chefe
Pronuncia uma benção e mergulha a salsa na água salgada. Isto representa o “hissope” que foi mergulhado no sangue e depois colocado na porta em Egito.

3. Yachatz: (Divisão). O Chefe  divide “Matzah” no meio e embrulha uma parte escondendo-a debaixo de uma almofada. O outro pedaço é colocado dinovo na mesa. O pedaço escondido chama-se “Aphikomem”. E é considerado precioso. Todos ficam em pé, seguram o prato de “Matzah”  e recitam: “Isto é o pão da aflição que nossos pais comeram no Egito. Deixem todos os que tem fome entrar e comer e os que estão em falta, entram para celebrar a páscoa. Hoje estamos celebrando-a em Jerusalém. Este ano, somos servos, no ano que vem, seremos livres na terra de Israel.”

4. Maggid: (Recital de Ação de Graças). Recitem, Então, os milagres e as bençãos que Deus fez no Egito quando os libertou. Orem para proteção no futuro e também que Deus os vingues. A Haggadah (narrativa) começa com quatro perguntas pelo membro mais moço da família.

Introdução: “Como é que esta noite é diferente do que todas as outras?”
1.   Em todas as outras noites podemos comer pão levado (fermento) mas hoje a noite comemos só Matzah (pão asmo). Porque?
2.   Em todas as outras noites podemos comer qualquer tipo de ervas. Hoje a noite só ervas amargas. Porque?
3.   Em todas as outras noites, nem mergulhamos os verdes nenhuma vez. Hoje a noite até duas vezes. Porque?
4.   Em todas as outras noites, jantamos ou assentados ou reclinados mas hoje a noite todos jantam reclinados. Porque?
O Pai responde: “Éramos escravos no Egito... e ele relata a narrativa toda conforme o ensino de Torá (Ex. 13:8), exigindo uma aplicação pessoal da redenção, ele tem que louvar a Deus como se fosse a sua própria redenção do Egito. Entoam Salmos 113 e 114. (os copos de vinho são enchidos de novo e todos bebem).
5.  Motze-Natzah: (quebrar a Matzah). O chefe da família quebra a distribui pedaços de Matzah a todos.
 
6.  Maror: (ervas amargas). Cada pessoa recebe uma erva amarga que é então mergulhada no Charoseth e comida.

7.  Korach: (colocar o rábano silvestre). Todos colam dois pedaços de rábano silvestre entre Matzoth e mergulham-no na Charoseth, todos dizendo: “Em memória  de Hillel porque este famoso rabino o fez para cumprir”.  Ex. 12:8. Talvez fosse isto que Judas Iscariotes fez na noite em que traiu o Messias (Mat. 26:24-25 cf. João 13:30).

8.  Shulchan Aruch: (preparação da mesa). A mesa é preparada para jantar. Tradicionalmente servem peixe, sopa,  frango, etc... Torna-se uma festa de alegria em fim.
 
9. Tzafon: (escondido).  No fim de Seder, uma criança procura o “aphikomen”  que foi escondido antes. A criança que o encontra recebe um presente. Os Hebreus Cristãos vêem nisto, algo interessante. Para eles, os Matzoth representam a trindade. O pedaço no meio que é quebrado e escondido representa “O Filho de Deus, o Messias, cortado da terra (Daniel 9:26) escondido por enquanto e que há de voltar! Todos tem que comer  aphikomen”.   (Todos bebem do terceiro copo de vinho) cf. Mat. 26:26-29.

10. Berech: (A Benção de Graça). A graça é pronunciada depois de jantar e todos que lavar as mãos de novo e beber o terceiro copo (agora como está escrito em cima). Enchem, então o quarto copo de vinho que significa que há de vir. Neste momento, o filho mais velho deixe seu lugar para abrir a porta para Elias.

11.  Hallel: (Louvor). Cantam os Salmos 115 a 118. O Chefe da família ora dizendo: “Ó Deus de Abraão, Isaque e Jacó, quanto estamos pela sua promessa. Nós Te imploramos agora, mandou o Seu Ungido, O Filho de Davi. Tenha misericórdia sobre o Teu povo Israel. Recolha-nos conforme a Tua palavra e seremos o Teu povo, ficaremos satisfeitos como nos tempos antigos. Eis que tudo está pronto”.
(Uns momentos de silêncio... Todos esperando Elias).
Finalmente, a porta e fechada e o pai fala mais uma vez: “Até quando ó Deus, ficarás sempre bravo conosco? Quando tornarás a Ter misericórdia para conosco e nos restaurarás no Seu favor? Estamos sofrendo. Estamos espalhados entre os pagãs”. Eles nos zombam dizendo: “Onde está o seu Deus? Onde está as promessas da sua vida?”. Quase desanimamos mas estamos aguardando. Somos esquecidos e quase mortos mas temos confiança ainda. O Senhor, nosso Deus, que possa Te agradar par nos escolher logo, logo e nos restaurar no seu favor. Pelo menos, no ano que vem, permite que nós celebremos a páscoa em Jerusalém, Sua cidade. Bebem o quarto copo de vinho. O Seder termina com todos cantando “Chad Gadya” .
Explicação do Chad Gadya: (Um Cabrito Só)
Chad Gadya: é um corinho escrito na última pagina de Haggadah Shel Pesach. Mas o corinho tem um significado especial.
O Pai Celeste comprou um cabrito (Israel) com o sangue de circuncisão e o sangue da páscoa (o cordeiro). O cabrito foi engolido pelo gato (Egito) que foi então conquistado pelo cachorro (Babilônia) que então foi conquistado pelo pedaço de pau (Mede Pérsia) e depois o fogo (Alexandre-Grécia) queimou o pau. Depois a água (Roma) apagou o fogo, tornando-se um império mundial. Mas o boi (os sarracenos) bebeu a água  e então, foi morto pelo carneiro (cruzadas religiosas) que então foi pegado pelo anjo da morte (os turcos) e finalmente a relâmpago (Deus) acaba com o anjo da morte e salva o cabrito.

PÁSCOA E A SANTA CEIA DO SENHOR

Mat. 26:17-30; Mar. 14:12-16; Luc. 22:7-23; I Cor. 11:23-29; João 13.
Nos ensinam que a Santa Ceia foi instituída na noite da Páscoa pelo Messias de Israel, o Senhor Jesus Cristo. Aparentemente, Jesus estava ensinando a seu discípulos que a Santa Ceia ia tomas lugar da Páscoa e que Ele mesmo desde então o Senhor Jesus é a nossa (dos filhos de Deus) Páscoa. I Cor. 5:7. Jesus observou a Páscoa exatamente do jeito que acabamos de estudar, mas quando Ele se levantou para partir a Matzah (aphikomen) e distribui-los aos discípulos, então, Ele instruiu a Santa Ceia dizendo que o pão representava o seu corpo, e mais tarde o vinho, o seu sangue.
Páscoa comemora a redenção física do Egito.
A Santa Ceia comemora a redenção espiritual do pecado. 

Páscoa foi observada anualmente.
A Santa Ceia é observada livremente
Existem doutrinas falsas em relação a observação da Santa Ceia. Por exemplo: o concílio de Trento inventou a doutrina  de  transubstanciação (que os elementos, o pão e o vinho tornem-se no corpo e no sangue de Cristo).
Os luteranos e outros defendem a tese de consubstanciação (que a presença espiritual de Cristo acompanha os clementes). Mas conforme a Bíblia os elementos apenas representam ou simbolizam o corpo  e o sangue de Jesus. Nós mostramos Sua morte até que Ele venha, é simplesmente em memória de Dele.
Páscoa foi dada a Israel como uma festa a ser observada perpetuamente. Ex 12:14; Lv 23:14 etc...
A Santa Ceia foi dada a Igreja até que o Senhor volte. I Cor. 11:26.

O CORDEIRO DA PÁSCOA É O TIPO DO CORDEIRO DE DEUS (CRISTO)

1.   O cordeiro havia de ser sem mancha, guardado 4 dias (Ex. 12:5-6 cf. João 8:46; 18:38).
2.   O cordeiro assim provado foi sacrificado (Ex. 12:6 cf. João 12:24; Heb 9:22).
3.   O sangue do cordeiro havia de ser aplicado (Ex. 12:7 cf. João 3:36).
4.   O sangue do cordeiro pela fé (mais nada) evitou julgamento (Ex. 12:13 cf. I João 1:7). O sangue na porta foi o suficiente.
5.   A festa de Páscoa tipificou Cristo como Pão da Vida cf. A Santa Ceia. (Mat. 26:26-28 ; I Cor. 11:23-26).
b) A FESTA DAS SEMANAS  (SHAVUÓT)
A Festa de Shavuót no livro de orações dos judeus é intitulado “Z’man Maçan Toracenu.”  (A época em que foi dada a Lei). Regozijo da Lei.
Querendo ligar essa festa com algum evento histórico, como é no caso da páscoa, os israelitas dizem que a Lei de Moisés foi dada no dia de pentecostes. Mas a pergunta é: Se realmente foi dada a Lei de Deus neste dia? E como é que eles chegaram a essa conclusão?
Em Êxodo, capítulo 12 nós lemos que o povo saiu do Egito no dia 14 de Abril. (1 mês).
Em Êxodo, capítulo 19 vemos que os israelitas chegaram ao Monte Sinai no 1 de Junho. (3 mês). Em Êxodo, capítulo 19 mais a diante, aprendemos que o povo  israelita tinha de passar 3 dias ao  pé do monte, preparando-se para o que ia acontecer.
A Lei foi dada só depois de passado todo este tempo.
Os israelitas viajaram dezesseis dias durante o primeiro mês, e vinte e nove no segundo, com mais um dia no terceiro, e passaram três dias esperando em preparativos. Somando estas cifras, chegamos ao total de quarenta e nove dias, o tempo que passou desde a saída do povo de Israel do Egito até no dia anterior a recepção da Lei. Assim no qüinquagésimo dia após a Páscoa, no próprio dia de Pentecostes o povo escolhido recebeu os 10 mandamentos. (50 dias depois do segundo dia de Páscoa).
Alguns costumes observados em relação a Shavuót são:
1.  É costume comer os lacticínios no 1 dia de Shavuót porque Ex. 23:19 diz as primícias dos primeiros frutos da terra trarão á casa de Senhor teu Deus e sem interrupção prossegue Dizendo: “não cozerás o cabrito no leite de sua mão. Outra razão dada é: quando pais voltaram as sua tendas depois de terem recebido a lei, estavam com fome e não aguentavam esperar até que fosse preparada uma refeição e carne e portanto se satisfizeram comendo dos lacticínios que estavam a mão.”
2. É costume ler o livro de Rute nas sinagogas porque a história dela realizou-se nas épocas segas do trigo e cevada. E porque Rute, de vontade Livre, tomou si o julgo de Torá. E finalmente porque Rute veio a ser a avó do Rei Davi e este conforme a tradição judaica , faleceu no dia da festa do Shavuót.
Pois bem! Desde que é o aniversário da Lei é então, como já disse, consideração o nascimento de Judaísmo. Pentecostes só 50 dias após páscoa. Passaram 1500 anos depois da celebração da primeira Páscoa e a primeira Festa de Semanas ou Pentecostes. Profetas pregaram e escreveram falando sobre o Messias que viria para redimir Israel. Finalmente o Messias veio! Ensinava, pregava, curava, foi rejeitado e crucificado. Morreu e foi sepultado e ressuscitou! Mandou que seus discípulos esperassem até a promessa do Pai. Eles esperaram desde a Páscoa até Pentecostes e no qüinquagésimo dia estava reunidos num lugar quando de repente veio do céu um como de um vento impetuoso, encheu toda a casa onde estavam. Todos foram batizados e cheios do Espírito Santo.
A Igreja de Cristo, nasceu! O seu aniversário? É no dia de Pentecostes!
c) FESTA DOS TABERNÁCULOS (SUCCOT)
Referencias na Bíblia:
Êxodo 23:16 parte (b); Deut. 16:13-15 e 17; Lev. 23:33-34.
- Conforme a Bíblia a festa foi observada durante 7 dias. 15 de Tishri (Set-Out) à dia 22.
- O primeiro dia, era o dia de santa convocação (dia de descanso).
- Ofereceram sacrifícios todos os dias (a tradição rabinica diz que sacrificaram 13 sacrifícios no primeiro dia, 12 no segundo etc... 70 para todas as nações). 
- Ofertas queimadas no oitavo dia.
- Frutos das árvores.
- Ramos de palmeiras (lulevim).
- Habitaram em tendas de ramos 7 dias, (para lembrar que os pais assim fizeram).
Enfim era uma festa memorial e ação de graças para o fruto recolhido.
A Festa hoje em dia:
A. Começa no dia 15 de Tishri.
B. Observada pelos ortodoxos e conservadores por 9 dias. Adicionaram o nono dia porque a festa mudou o seu caráter. Comemoram no fim dela “Simchat Torá”, regozijo por Ter recebido a Lei Mosaica.
C. Observada em Israel e pelos reformados por 8 dias.
D. A festa é a considerada a mais alegre de todas. Os rabinos dizem: “quem nunca viu Jerusalém na época dessa festa não sabe o que significa regozijar mesmo.” (Eles bebem, cantam, dançam regozijam). Ë um festival de outono. Depois da ceifa realiza-se essa festa dando graças a Deus por tudo que foi ceifado e oram que Deus lhes de chuva o ano que vem.
 
A festa tinha vários nomes:
Chag Há-osif  - Festival da colheita. Lev. 23:29.    
Chag Há-succot  - Festival de tendas de ramos. Lev 23:42-43.
Chag Adonai - Festival de Deus. Lev. 23:39.
HeeHag  -  O Festival. João 7:37.
A festa tinha o caráter agrícola: hoje em dia é mais ligada com a Lei e a Torá.
 
Símbolos usados na festas: As tendas de  ramos, o lilvou, o cthrog , o cântaro de água usado pelo sacerdote


Pr. Calvin Gardner 

Adaptação: Pr Elias de Oliveira