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sábado, 21 de fevereiro de 2015

O povo judeu e as Profecias Bíblicas

Os céticos têm pedido uma prova irrefutável da existência de Deus e dito que não podemos usar a Bíblia para provar a Bíblia porque isso é argumento circular. Eles não levam em conta que há um paralelo entre as afirmativas bíblicas e os fatos históricos. Podemos usar a Bíblia comparando as suas profecias com eventos históricos para provar a sua idoneidade. Diante do exposto abaixo é apenas uma questão de aceitar ou não:


O Povo Judeu e Israel - uma prova da existência de Deus
Quando alguém na universidade me pergunta q
ual a maior prova da e
xistência de Deus eu respondo sem titubear: o povo judeu e Israel! Existem profecias tão específicas e detalhadas em relação ao povo judeu e a terra de Israel que não podem ser ignoradas. Citarei apenas algumas poucas, mas substanciais profecias.

O anti-semitismo e o HolocaustoOs profetas do Antigo Testamento predisseram que por causa da obstinada rebelião do povo jud
eu contra Deus eles seriam objeto de desprezo, ódio, zombaria, seriam escravizados e mortos por povos estranhos, espalhados por todas as nações do mundo e qu
e depois Deus os reuniria de volta à sua terra (Neemias 1.8 e 9). Essas profecias surpreendentes se cumpriram cabalmente na existência deste povo, a história testifica isso com farta documentação. O anti-semitismo e o Holocausto foram preditos pelos profetas hebreus e o cumprimento destas profecias é um fato insofismável.

Diáspora e SionismoTodos os povos que foram expulsos de suas terras e passaram mais de 400 anos sem uma pátria se extinguiram (os assírios, os babilônios, os medos-persas etc.). Não existe paralelo na história da humanidade, exceto os judeus que em 70 D.C. foram espalhados por todo o mundo, sofreram perseguição em todos os lugares (Jeremias 29.18; 44.8), mas mantiveram-se como uma nação étnica identificável. Após c
erca de 18 séculos depois de sua dispersão o povo judeu começou a retornar à sua pátria (Ezequiel 34.11,13,28 e 30).

O Deserto FloresceIsaías profetizou que Israel floresceria como um botão de uma rosa e que exportaria flores e frutos ao mundo (Isaías 27.6).

O impressionante é que na época em que Isaías fez tal profecia Israel era um deserto infértil e quase ninguém levou à sério o que ele disse ignorando-o como um louco.

Após o retorno do povo judeu para a sua terra em 1948 eles encontraram uma terra desértica - com exceção de algumas áreas pantanosas - e improdutiva. Eles drenaram os pântanos de águas salobras e cultivaram a terra, fizeram um excelente trabalho de reflorestamento e com o aumento das áreas florestadas vieram as chuvas e surpreendentemente, após mais de 2700 anos, o deserto floresce exatamente como foi profetizado. Hoje Israel exporta flores para a Holanda que é o maior produtor de flores do mundo. Exporta frutos para vários países da Europa e é incontestavelmente uma potência em tecnologia agrária. (na foto o deserto de Negev em Israel)

Um Cálice de Tontear

A Bíblia afirma que Deus faria de Jerusalém (uma cidade sem nenhuma importância no cenário mundial naquela época) um cálice de tontear, uma pedra pesada para todas as nações e que todos que tentassem removê-la do seu lugar se feririam gravemente (Zacarias 12. 2,3,6,8 e 9). Isso soa familiar para você?

Lembram das guerras árabe-israelenses? Israel prevaleceu de maneira fulminante sobre um inimigo superior em número de soldados, armas e tem auto-suficiência para expulsar a todos os inimigos invasores (lembrar das guerras depois da criação do Estado de Israel, principalmente a Guerra dos Seis Dias em 1967 - foto).

Israel é uma democracia em um mar de ditaduras, um país cercado por visinhos que juraram exterminá-lo. Não, os árabes não intencionam implementar algum sistema de governo ou conseguir algumas terras para os Palestinos, mas terminar o que Hitler não conseguiu terminar com a sua proposta de uma “Solução Final”. Sim, o desejo declarado dos árabes é o extermínio de todos os judeus.

Armagedon

A história mais assombrosa de Jerusalém ainda está por ser escrita. O rápido desenrolar dos eventos no Oriente Médio aponta quase diariamente em direção ao Grande Final – o tempo de maior sofrimento para o povo judeu em torno do mundo, que terá seu clímax na terrível batalha do Armagedon e no retorno glorioso do Messias que resgatará Israel e reinará sobre o mundo a partir do trono restabelecido de Davi em Jerusalém (Zacarias 14.2-4).

Muito poderia ser dito, mas isso serve apenas como uma breve introdução à respeito das incontestáveis profecias cumpridas literalmente na existência do povo judeu.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A Sétima Trombeta e o Mistério de Deus

“Mas há um Deus nos céus, o qual revela mistérios.” Daniel 2:28a.

Entre as três primeiras pragas e as sete últimas, há um intervalo de seis capítulos. Os assuntos contidos nesses capítulos visam alertar a Igreja para o seu papel na execução dos propósitos de Deus. Portanto, do capítulo 10 ao 15, o foco sai de Israel e recai sobre a Igreja cristã.

No capítulo dez, João vê um forte anjo descendo do céu, vestido de uma nuvem. Sobre a sua cabeça havia um arco-íris; seu rosto brilhava como o sol, e os seus pés se assemelhavam a colunas de fogo. Estas descrições nos levam a crer que trata-se do próprio Cristo em uma teofania (1). Afinal, Ele é o Anjo da Aliança (o arco-íris simboliza a aliança), e somente o Seu rosto é apresentado com um brilho superior ao do sol (Ap.1:16). Quanto ao livrinho que Ele tinha na mão, trata-se do mesmo livro que o Cordeiro recebeu da mão de Deus, o Pai, e que representa a totalidade do propósito de Deus para com o universo físico e espiritual (Ap.5). O livro está aberto porque os seus selos já foram rompidos. Quando se diz que os Seus pés estão sobre a terra e o mar, revela-se que o Seu Reino abrange todos os povos e nações, e não apenas os judeus, como imaginavam alguns. A palavra “terra” representa Israel, enquanto que “mar” representa os povos gentílicos.


Sua voz parece o rugido de um leão; afinal, Ele mesmo é chamado de “o Leão da Tribo de Judá” (Ap.5:5). João intenta escrever o que Ele diz, mas isto lhe é vetado. Por enquanto, trata-se de um mistério, que só deverá ser revelado no momento certo. Paulo relata uma experiência muito similar a esta. Ele também “ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir” (2 Co.12:4).

De repente, João assiste a uma cena indescritível. O anjo que ele via “levantou a sua mão direita ao céu, e jurou por Aquele que vive para todo o sempre, o qual criou o céu e o que nele há, e a terra e o que nela há, e o mar e o que nele há, que não haveria mais demora”(10:5b-6). Se Aquele Anjo era o próprio Deus, por que se diz que Ele jura por Aquele que vive para todo o sempre? Isto está perfeitamente em linha com o que dizem outras passagens das Escrituras. Em Hebreus 6:13, por exemplo, é dito que Deus, “como não tinha outro maior por quem jurasse, jurou por si mesmo.” Em Isaías 45:23, o próprio Deus afirma: “Por mim mesmo jurei, a minha boca proferiu, com toda a integridade, uma palavra que não tornará atrás: Diante de mim se dobrará todo joelho...”


E para o quê não haveria mais demora? Ele responde: “Mas nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver prestes a tocar a sua trombeta, se cumprirá o mistério de Deus, como anunciou aos profetas, seus servos” (10:7). Que mistério seria esse? Para descobrirmos, teremos que avançar um pouco no texto, e descobrir o que aconteceu ao ressoar da sétima trombeta. 

No capítulo 11, no verso 15 lemos:

"O sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve no céu grande vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre.”Aquilo que antes era mistério, e que João não podia sequer relatar, agora era proclamado com grandes vozes. Os reinos e as nações de todo mundo foram entregues a Cristo como Herança. É deste mesmo mistério que Paulo fala em suas epístolas. Este é o “mistério que desde tempos eternos esteve oculto, mas que se manifestou agora, e foi dado a conhecer pelas Escrituras dos profetas, segundo mandamento do Deus Eterno, a todas as nações para obediência da fé” (Rm.16:25b-26). Em Colossenses ele fala do “mistério que esteve oculto durante séculos e gerações, e que agora foi manifesto aos seus santos. A eles Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória” (Col.1:26-27). Em 1 Tm.3:16, Paulo diz que o grande mistério da piedade é que Cristo Se manifestou em carne, foi justificado em espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, e recebido acima na gloria.

A prova textual de que a sétima trombeta já ressoou está no fato de que o mistério de Deus já nos fora revelado, e não só isso, mas também cumprido. Paulo diz que Ele“desvendou-nos o mistério da sua vontade (...) de fazer convergir em Cristo todas as coisas, nas dispensação da plenitude dos tempos, tantos as que estão nos céus como as que estão na terra”(Ef.1:9a,10). Jesus também fala acerca dos mistérios do reino de Deus, que são revelados aos Seus pequeninos (Mc.4:1).

Se mistério de Deus ainda não se cumpriu, então, Cristo não está em nós. Ainda não somos Seu Templo, e Ele não tem o direito de reclamar soberania sobre qualquer nação.

Seria a queda de Jerusalém e de seu templo que comprovaria que Cristo reina agora em uma Nova Jerusalém (a Igreja), e Seu sacerdócio é exercido em um Novo Templo.

João também testemunha outra extraordinária cena:

"E os vinte e quatro anciãos, que estão assentados em seus tronos diante de Deus, prostraram-se sobre seus rostos, e adoraram a Deus, dizendo:Graças te damos, Senhor Deus Todo-Poderoso, que és, e que eras,porque tomaste o teu grande poder, e reinaste. Iraram-se as nações; então veio a tua ira, e o tempo de serem julgadosos mortos, e o tempo de dares recompensa aos profetas,teus servos, e aos santos, e aos que temem o teu nome,a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra.”Apocalipse 11:16-18.

O que confunde muita gente é a frase “e o tempo de serem julgados os mortos”. Porém, o que está em vista aqui, não é o juízo final, mas o julgamento da causa dos mortos. A queda de Jerusalém era o resultado do clamor das almas que em suas ruas haviam sido martirizadas. Era chegada a hora dos santos mártires, profetas e apóstolos serem vindicados! E não só isso: chegara a hora de receberem suas recompensas. Lembre-se que eles só seriam aperfeiçoados depois que se completasse o número dos que haviam de morrer, completando assim a medida de pecado da cidade infiel. Com a sétima trombeta, a causa dos mortos é julgada, os mártires são recompensados, o povo infiel é destruído, e com isso, Deus sinaliza às nações, chamando-as a sujeitarem ao Seu Cristo (Sl.2:8-12). A queda de Jerusalém é um exemplo para todas as nações da terra. O mesmo cetro que foi arremessado contra aquela cidade, há de ser arremessado sobre todo sistema e estrutura que se levante contra o Reino de Deus.

Além disso tudo, o ressoar da sétima trombeta faz com que se abra no céu o templo de Deus, exibindo então a Arca da Sua Aliança que está no Santo dos Santos (11:19). O escritor de Hebreus diz que até então o caminho do Santo dos Santos ainda não estava descoberto, “enquanto continua em pé o primeiro tabernáculo” (Hb.9:8). A queda do Templo judaico deu lugar a “um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação (...) Pois Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, perante a face de Deus” (Hb.9:11b, 24). Chegava ao fim o tempo das sombras; era o início de um novo tempo, onde já não precisamos dos sacrifícios prescritos na lei, nem do simbolismo do culto judaico. Anos antes da queda do Templo, Paulo disse que “estas são sombras das coisas futuras; a realidade, porém, encontra-se em Cristo” (Col.2:17).

Voltando ao capítulo dez de Apocalipse, João diz que o anjo ordena que ele coma o livrinho, e avisa que o seu sabor será doce em sua boca, mas amargo em seu estômago. João não foi o único a ter essa experiência; Ezequiel também relata ter passado por ela (Ez.3:1). O livro era doce ao paladar porque revelava a vontade soberana de Deus. Era amargo no ventre porque revelava o preço que deveria ser pago para que a vontade de Deus prevalecesse. O fato de Jesus ter sido rejeitado pelos judeus pode ser considerado como algo amargo; porém, o fato de isso ter aberto a oportunidade da salvação às demais nações é certamente algo maravilhoso e doce ao paladar.
Após degustar o livro, João ouve: “Importa que profetizes outra vez acerca de muitos povos, nações, línguas e reis” (10:11). Isso demonstra claramente que a queda de Jerusalém era apenas o início de um processo que culminaria com a queda de todas as estruturas e sistemas que se opusessem a Deus. O juízo de Deus sobre Israel prenuncia o juízo de Deus sobre todas as nações da terra.

(1) Aparição divina em forma angélica, muito comum no Antigo Testamento.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Seis marcos Esclarecedores de Mateus 24



Em Mateus 24, Jesus usa seis expressões que são muito úteis na subdivisão do capítulo e para sua melhor compreensão:
  1. Ainda não é o fim (Mt 24.6).
  2. O princípio das dores (v.8).
  3. A tribulação (v.9).
  4. O fim (v.14).
  5. O abominável da desolação (v.15).
  6. Em seguida à tribulação (v.29).
Essas seis expressões servem de marcos referenciais, uma vez que cada uma delas delimita um tempo específico e introduz uma nova fase nos acontecimentos proféticos.
Primeiro marco: ainda não é o fim
“E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos. E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim” (Mt 24.4-6).
Aqui Jesus fala de um tempo que ainda não é o fim, mas que é uma condição imediatamente anterior a ele, ou seja, que conduz ao fim lenta mas inexoravelmente.
Nos versículos 4 e 5 o Senhor Jesus menciona a primeira onda de enganos dos tempos finais, a sedução em nível político, ideológico e religioso.
Depois que o cristianismo havia se firmado e expandido na Ásia Menor e na Europa (até a Reforma), veio o grande engano. Novos arautos da salvação começaram a se manifestar e toda a Europa foi seduzida pelo engano. Alguns tópicos desse processo enganoso: o Iluminismo, o tempo dos grandes filósofos, a teoria da evolução, as muitas seitas, a teologia do “Deus está morto”. Então veio o marxismo-leninismo; do socialismo surgiu o comunismo (1917). A partir de 1932, quando o nacional-socialismo se levantou na Alemanha, homens como Hitler, Goebbels e Himmler foram os novos salvadores (messias), e na Itália o falso salvador foi Mussolini.
Esse levante generalizado, oriundo do reino das trevas, do Iluminismo ao comunismo e ao nacional-socialismo (nazismo), intensificou-se no período em que os judeus voltaram para sua terra, a partir de 1882.
“E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras…” (Mt 24.6). A Primeira e a Segunda Guerra foram chamadas de guerras mundiais porque, até então, nada semelhante havia sucedido na História da humanidade. Ambas foram devastadoras: a Primeira Guerra Mundial ceifou a vida de 10 milhões de pessoas, a Segunda Guerra Mundial custou a vida de 55 milhões. Na verdade, elas tiveram de acontecer, mas ainda não significavam o fim: “porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim” (v.6).Certamente elas se originaram no reino das trevas, porém, por direcionamento divino foram fatores-chave para a fundação do Estado de Israel. A Primeira Guerra Mundial preparou uma terra para um povo*; a Segunda Guerra Mundial preparou um povo para essa mesma terra. É impossível frustrar os desígnios divinos!
Segundo marco: o princípio das dores
“Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores” (Mt 24.7-8). Com essas palavras, em minha opinião, o Senhor Jesus descreve o tempo imediatamente anterior ao Arrebatamento, que prenuncia e introduz a época da Tribulação.
“…se levantará nação contra nação, reino contra reino…” Isso significa revoluções, conflitos bélicos e terrorismo, assim como vimos acontecer após o fim da Guerra Fria (depois do conflito entre o Ocidente e o Oriente e da queda do Muro de Berlim) e como hoje acontece mundialmente (veja Lc 21.10).
Um jornal suíço noticiou:
Que o mundo seja pacífico e estável é refutado pelos fatos. Segundo levantamento de um renomado instituto de Hamburgo, no ano de 2004 houve 42 guerras e conflitos armados no mundo, e conforme os dados de um instituto estratégico de Pequim, após o término da Guerra Fria eclodiram em média dez novas guerras por ano. A Índia e o Paquistão são duas novas potências atômicas, e a disseminação de armas de destruição em massa e de mísseis estratégicos avança. Em tempo previsível, de 30 a 40 países disporão desses artefatos de guerra. O mundo tornou-se instável e imprevisível. Estabilidade pacífica é uma exceção…” (Neue Zürcher Zeitung)
“…e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores” (Mt 24.7-8). Fomes, epidemias (Lc 21.11) e terremotos são elementos que caracterizam de modo especial a atual situação mundial; eles são como que seu selo, sua marca registrada. Pela mídia somos confrontados com a miséria da fome. A epidemia da AIDS, os terremotos, os pavores, os maremotos e os atos de terrorismo não se concentram mais apenas em algumas regiões, mas se manifestam pelo mundo inteiro. Esse é o “princípio das dores”. Dessa forma, o tempo da Tribulação está cada vez mais próximo do nosso mundo. Portanto, aproxima-se também o momento do Arrebatamento (que se dará antes da Tribulação).
Terceiro marco: a Tribulação
“Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, será salvo. E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda)…” (vv.9-15).
Esse texto descreve a primeira metade da Grande Tribulação, e essas características perdurarão até seu final.
Nessa ocasião o Arrebatamento da Igreja já terá acontecido, pois está escrito que “…aquele que perseverar até o fim, será salvo”. Isso quer dizer: quem ainda estiver sobre a terra, terá de perseverar até o fim da Tribulação ou morrerá como mártir. Isso não pode se referir à Igreja, pois na época de Mateus 24-25 ela ainda era um mistério, não sendo mencionada nesses capítulos. Somente dois dias após proferir Seu Sermão Profético Jesus falou dela a Seus discípulos (veja Jo 14.2-3).
“Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros” (vv.9-10). A aliança de Israel com o Anticristo e o último ditador mundial provavelmente será firmada nesse momento, quando então começará a perseguição daqueles que não aderirem a esse acordo.
“Levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos”. Agora se chega a mais um patamar de engano e sedução (veja o v.4). É a segunda onda de enganos nos tempos finais. O fator desencadeante poderia ser o recém-sucedido Arrebatamento da Igreja. Esse engano consistirá da humanidade toda unindo-se numa única comunidade mundial. Haverá uma indescritível solidariedade entre os homens sob o poderio do Anticristo, que provavelmente conduzirá a um governo mundial único, a uma unificação política e religiosa. Tratar-se-á, assim, sem dúvida, do cumprimento de Apocalipse 3.10: “Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra”.
“E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt 24.12). As leis serão mudadas, a Lei de Deus será completamente ignorada, a Bíblia será rejeitada e a conseqüência será uma apostasia indescritível.
“Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (v.13). Aqui trata-se daqueles que se converterem durante a Tribulação e que perseverarem na fé até seu fim.
“E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações…” (v.14).Nada nem ninguém pode barrar essa marcha vitoriosa do Evangelho de Jesus. Por mais de dois mil anos não foi possível impedi-lo de se espalhar, e isso também não acontecerá no tempo da Tribulação.
O Evangelho foi rejeitado, odiado e combatido, mas mesmo na segunda metade da Tribulação ele será proclamado até a volta de Jesus em glória.
Quarto marco: o fim
“…Então, virá o fim” (v.14). O termo “o fim” significa provavelmente as últimas e mais fortes dores de parto antes que a nova vida irrompa e Jesus volte.
Quinto marco: o abominável da desolação
“Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo…” (v.15).Aqui é descrita a metade dos sete últimos anos e o fator desencadeante dos últimos três anos e meio. O abominável da desolação consistirá do Anticristo se assentando no novo templo reconstruído em Jerusalém (veja 2 Ts 2.3-4).
“Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados” (Mt 24.21-22). Esse período da história mundial será tão terrível como jamais houve na terra, incomparável em sua magnitude, a maior angústia já experimentada pelos homens. Se ele não fosse abreviado, ou seja, limitado a três anos e meio, ninguém iria sobreviver. Romanos 9.28 faz alusão a um juízo executado de forma intensa: “Pois o Senhor executará na terra a sua sentença, rápida e definitivamente” (NVI).
“Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt 24.24). Na segunda metade dos sete anos de Tribulação haverá uma terceira e última onda de engano. Comparado às duas ondas anteriores, dessa vez o engano virá acompanhado de milagres e sinais. Isso levará a um completo endemoninhamento da humanidade. Apocalipse 13.13 diz: “Também opera grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens.” Três capítulos adiante, lemos:“porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso… Então, os ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom” (Ap 16.14,16).
Quando Jesus diz: “Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres” (Mt 24.28), penso que Ele está se referindo a Jerusalém, onde será estabelecida a abominação desoladora e sobre a qual as nações, seduzidas pelos demônios, se lançarão.
Sexto marco: em seguida à Tribulação
“Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados. Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mt 24.29-31). Depois do sofrimento, depois da Grande Tribulação, o Senhor Jesus voltará com poder e muita glória.
Últimas exortações
“Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão. Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas” (Mt 24.32-33). A parábola da figueira e as palavras: “Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas”, significam: quando as pessoas virem os sinais da Tribulação, então a vinda de Jesus está às portas.
“Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça” (v.34). Quem é “esta geração”? A geração dos judeus que vivenciará o começo da Tribulação, que não perecerá até que Jesus tenha vindo.
“Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (v.35). Com essa afirmação Jesus confirma tudo o que dissera anteriormente, tudo o que anunciara, enfatizando que tudo acontecerá com certeza, que seu cumprimento é mais certo que a duração da existência do céu e da terra. A Bíblia e as palavras de Jesus se cumprirão em todas as suas declarações.
“Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai” (v.36).Dia e hora ninguém sabe, mas estamos na expectativa de que Ele virá em breve, pois vivenciamos o cumprimento dos sinais que antecedem os juízos de Deus!
“Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem” (v. 37). Antes da vinda de Jesus a situação será semelhante à dos dias de Noé. Até que o dilúvio inundasse a terra (Gn 7.17), as pessoas não acreditavam que o fim estava próximo, e a porta da arca foi irremediavelmente fechada por Deus (v.16). Também no que diz respeito à primeira fase da volta de Jesus, o Arrebatamento, as pessoas dirão que tudo está como sempre foi e que vai continuar assim. Elas não contarão com o Arrebatamento.
“Porque, assim como foi nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca” (Mt 24.38). Sete dias depois que Noé entrou na arca, o dilúvio se derramou (veja Gn 7.1,4,7). Quando o Arrebatamento da Igreja tiver acontecido, em um espaço de tempo não especificado, mas relativamente curto, a Tribulação sobrevirá de forma repentina e surpreendente sobre todos os que habitam a terra.
“Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o nosso Senhor. Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a sua casa. Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá” (Mt 24.42-44). Não permita que sua “casa” seja arrombada! Coloque sua vida à disposição do Senhor! Entregue-se completa e totalmente a Ele, permitindo que Ele seja o guardião de sua casa! E mais: permita ser enchido pelo Espírito Santo (veja Ef 5.18)!
“Quem é, pois, o servo fiel e prudente, a quem o senhor confiou os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim. Em verdade vos digo que lhe confiará todos os seus bens. Mas, se aquele servo, sendo mau, disser consigo mesmo: Meu senhor demora-se, e passar a espancar os seus companheiros e a comer e beber com ébrios, virá o senhor daquele servo em dia em que não o espera e em hora que não sabe e castigá-lo-á, lançando-lhe a sorte com os hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes” (Mt 24.45-51). Seja um servo prudente, uma serva boa e fiel. Atente à Palavra Profética, esteja esperando o Senhor Jesus a qualquer momento e distribua a Palavra como alimento no tempo certo! (Norbert Lieth – http://www.beth-shalom.com.br)

*Pelo fato da Grã-Bretanha ter conquistado a Palestina em 1917 e ter apoiado a formação de um lar nacional judeu através da Declaração Balfour.

Fonte: www.cacp.org.br